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Manaus
ECOLOGIA

5ª edição do Grito D'Água recolhe 18 toneladas de lixo do igarapé do Tarumã

Mais de 50 voluntários participaram da ação e fizeram desta edição a que recolheu a maior quantidade de lixo 25/11/2017 às 15:30 - Atualizado em 27/11/2017 às 10:08
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

A 5ª edição do Grito D'Água, realizada neste sábado (25), superou as expectativas de quantidade de lixo já recolhida de uma só vez, dentro de um evento ambiental. Foram 18 toneladas recolhidas por mais de 50 voluntários que, apesar da chuva, não desanimaram e fizeram desta edição a maior de todas já realizadas. 
 
O Grito D’água nasceu com o objetivo de, cada vez mais, tornar perene a “saúde” dos mananciais amazônicos. A ação começou 7h30, com saída do Flutuante Abaré, que fica na margem direita do igarapé do Tarumã, em Manaus, e terminou às 11h.

Todo lixo recolhido foi destinado pela Secretaria Municipal de Limpeza Pública (SEMULSP).

“O que a gente pretende é, cada vez mais, tornar os rios e lagos amazônicos mais limpos e, consequentemente, perenes”, afirma o empresário Diogo Vasconcelos, um dos coordenadores do evento.

Falta de consciência ambiental

Para o especialista em marketing ambiental e um dos coordenadores da ação, jornalista Agnaldo Oliveira Junior, a cheia e a vazante dos rios amazônicos trazem, sempre à tona, um grande problema, todos os anos. “Toneladas de lixo, deixadas nos igarapés próximos de Manaus aparecem nas margens assim que os rios descem e na medida em que sobem também poluem outras áreas como marinas e flutuantes”, alertou Agnaldo.

União de esforços

A ação é o resultado de uma união de esforços do Flutuante Abaré SUP e PONTOCOMM - Comunicação e Marketing e iniciativa privada. O Grito D’água é um dos eventos mais importantes de limpeza de igarapés ao redor da capital e é também o primeiro a unir esporte e consciência ambiental.

(R)Evolução

Atualmente, cerca de 50 voluntários são presença contínua em todas as edições. Em cada uma das duas primeiras edições da ação foram recolhidas uma tonelada de lixo das margens das ilhotas que se formam no Tarumã. Na terceira edição foram recolhidas duas toneladas e, na quarta, 600 quilos, em função da cheia dos rios. 

Organização inteligente

A inteligência do evento, composta por especialistas das duas realizadoras da ação, criou as duas atividades. Uma, na cheia dos rios amazônicos, recolhendo o lixo da chamada mata de igapó e da copa das árvores que ficam parte encobertas pela água e outra na vazante, quando se formam ilhotas e faixas de areia que ficam com muito lixo.
 
O próximo Grito D'Água ocorre na primeira quinzena de junho de 2018. Será a ação da cheia dos rios.