Publicidade
Manaus
Manaus

A Manaus do governador Eduardo Ribeiro

Militar maranhense tomou o poder em 1882 e, a exemplo do prefeito de Paris Georges-Eugène Haussmann (1852 e 1870) que operou as mudanças na capital francesa, fez uma verdadeira revolução na capital amazonense, com obras até hoje existentes 24/10/2012 às 12:39
Show 1
Eduardo Ribeiro mudou a paisagem na ‘Paris dos trópicos’
ROBÉRIO BRAGA especial para A Crítica Manaus

Faz muito a aldeia virou cidade. Em pouco tempo seria metrópole, usufruindo de todas as modernidades europeias que davam orgulho a seus habitantes e cativavam os forasteiros, fossem senhores da borracha, cultivadores do belo, juristas, médicos, artistas e poetas ou sonhadores do El-Dorado. Fossem quem fosse, vindos de onde viessem, havia sempre o deslumbramento em encontrar a prosperidade, a bonança, a modernidade e o progresso encravados na selva mais densa do Brasil.

Tudo isso tem um marco original na história: o governo de Eduardo Ribeiro. Precisamente o quadriênio iniciado em 1892, depois de idas e vindas, voltas e reviravoltas políticas e militares, quando ele se estabilizou no governo do Estado e deu início às mais profundas transformações urbanas, sociais, econômicas e políticas até hoje operadas em Manaus.

É hora de registrar tais modernidades, depois de pelo menos 343 anos de presença do homem europeu com a instalação do Forte de São José da Barra do Rio Negro, agora comemorados. O Forte, mesmo sem ter sido de grande imponência e importância militar, estabeleceu novo ponto de partida para a aldeia que se formou em seu derredor. A presença humana, inteligente e civilizada, vem de muito antes, milhares de luas, e deixou valores e expressões que devemos cultivar porque originalmente nossos, e de alto quilate.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).