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Abandono das paradas do Expresso traz riscos para motoristas e pedestres de Manaus

Paradas do Expresso estão se desfazendo em via pública e colocando em perigo a vida das pessoas  01/08/2012 às 07:25
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Na alameda Cosme Ferreira uma parada do Expresso está com a cobertura metálica pendurada e ameaçando cair
CAROLINA SILVA ---

Além de colocar usuários do transporte coletivo em situação de risco, as estruturas precárias das paradas do antigo sistema Expresso também passaram a representar um perigo para os motoristas. Neste final de semana, parte da estrutura metálica de uma parada de ônibus na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste, estava pendurada e motoristas precisavam desviar dela para evitar acidentes no local. O mesmo ocorre numa das paradas da alameda Cosme Ferreira, no Coroado, Zona Leste. Usuários dos ônibus articulados e biarticulados reclamam que a situação dessas paradas está ficando cada vez pior e nenhuma providência é tomada pelo poder público.

 “À medida que o tempo vai passando, essas paradas vão se desfazendo. O que preocupa mais é a cobertura delas que está se soltando e será uma tragédia se uma estrutura dessa atingir alguém. Será gravíssimo”, disse a universitária Lane Simões, 23. Ao longo da avenida Constantino Nery, várias paradas do sistema Expresso estão com a cobertura comprometida. Algumas já estão parcialmente descobertas. “Será que o prefeito nunca passou por aqui e reparou nesse problema? E ninguém do órgão responsável também nunca recebeu uma reclamação sobre as paradas de ônibus do Expresso? Por que eles fingem que não tem nada de errado nessas paradas caindo aos pedaços? O poder público nunca age para evitar algo. Só toma providência quando o pior acontece. Isso é um descaso e uma falta de respeito com a população”, criticou a doméstica Lucilene Magalhães, 41.

Motoristas também temem por acidentes por conta do estado de abandono da paradas de ônibus do Expresso. Localizadas em vias movimentadas da cidade (Constantino Nery, Max Teixeira e Grande Circular), elas representam um risco. “Do jeito que estas estruturas metálicas não estão mais firmes, não é impossível que, com um vento forte, parte da cobertura dessas paradas saia voando pra cima dos carros em movimento”, reclamou o autônomo Augusto Santos, 32. A estrutura metálica que estava despencando de uma parada de ônibus na avenida Constantino Nery já foi arrancada.

Mas, motoristas e usuários do transporte coletivo continuam inseguros com precariedade desses pontos de ônibus. “Isso mostra que elas estão ‘caindo aos pedaços’ mesmo. Mas, parece que a prefeitura vai deixar para a próxima gestão resolver esse problema. Até lá, é melhor ficar atento pra não ser atingido e conseguir sobreviver à espera pelo ônibus”, disse o universitário Leandro Menezes, 21. Além da situação precária das coberturas das paradas do Sistema Expresso, as rampas de acesso às plataformas também continuam danificadas, bem como o gradil de proteção delas. Além disso, usuários de ônibus articulados e biarticulados precisam esperar em meio à sujeira desses locais. “Tanto dinheiro jogado no lixo”, acrescentou o universitário.

Vereador já pediu retirada das paradas
Em abril deste ano, o vereador Massami Miki (PSL) pediu à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM) providências para a retirada e substitutição imediata das paradas de ônibus do sistema Expresso. De acordo com o parlamentar, o objetivo “era evitar o pior”. Porém, nada foi feito para solucionar o problema. O Expresso foi implantado em 2001, planejado pelo ex-prefeito e hoje senador Alfredo Nascimento (PR). Ele consistia no uso de corredores exclusivos nas principais vias da cidade. A implantação mal sucedida do sistema custou R$ 120 milhões aos cofres públicos. No último mês de maio, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) chegou a informar que estava fazendo uma vistoria em todas as plataformas para avaliar a demanda das paradas de ônibus do sistema Expresso.

Silêncio
Até o fechamento da edição de ACRÍTICA desta terça-feira (31), a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) não respondeu ao e-mail da reportagem se pronunciando sobre a situação precária das paradas do antigo sistema Expresso.