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Absolvido pela Justiça, Moa fala com exclusividade para a TV A Crítica

Em entrevista exclusiva, ex-policial militar revelou, entre outras coisas, a rotina que viveu nos presídios por onde passou 02/07/2012 às 09:02
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Moa cumpre pena na penitenciária federal de Campo Grande (MS) por associação para o tráfico e pelo homicídio de um traficante
Ana Paula Sena Manaus (AM)

Após ter sido absolvido pelo júri popular sobre a acusação de participado da morte do traficante “Caçula”, junto com Raphael Souza, o ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, o “Moa”, concedeu entrevista exclusiva ao repórter Márcio Azevedo, que vai ao ar às 12h15 de hoje no programa Alô Amazonas, da TV Acrítica.

A entrevista foi realizada no auditório da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, com a presença do advogado de Moa, Antonio Ederval Lima e durou cerca de 40 minutos. Essa foi a primeira entrevista do ex policial após o julgamento realizado no dia 28.

Na entrevista, Moa faz revelações sobre a mudança de seu depoimento que surpreendeu a todos os presentes no tribunal do júri e sobre os prováveis motivos que teriam levado ele a ser o escolhido como um dos principais suspeitos de vários crimes envolvendo o ex-deputado Wallace Souza, já falecido, e seu filho, Raphael Souza.

“Quatro anos longe da minha família me fizeram pensar o quanto era importante dizer a verdade. Essa era minha última oportunidade, visto que esse foi o último julgamento no processo do caso ‘Wallace’”, afirmou o ex-PM em um dos trechos da entrevista.

O repórter Márcio Azevedo, que entrevistou Moa, relatou que durante entrevista, o ex-PM estava muito centrado e bem “doutrinado” pelo advogado, e que, por algumas vezes, preferiu ficar calado diante de perguntas mais detalhadas. “Um dos momentos em que Moa falou um pouco mais incisivamente, foi quando perguntei se realmente ele tinha presenciado o empresário ‘Flavinho’ dar de presente um carro importado, modelo New Beetle, ao promotor Walber Nascimento, que seria supostamente para intermediar a ‘paz’ entre o grupo supostamente comandado por Wallace Souza e a família de ‘Bebeto da 14’”, relatou Márcio Azevedo.