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Manaus
rebelião sangrenta de 2002

Acusado da chacina do Compaj vai a júri popular, nesta quinta (2)

'Macaxeira' é um dos três acusados da chacina em 2002, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em maio de 2012. Ao todo 14 detentos foram mortos. 01/08/2012 às 19:47
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A rebelião aconteceu em 2002
acritica.com Manaus

Um dos acusados da chacina ocorrida no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em 25 de maio de 2002, Elmar Libório Carneiro, vulgo ‘Macaxeira’ vai a júri popular nesta quinta-feira (2), às 9h, no Fórum Henoch Reis, bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus. O julgamento de ‘Macaxeira’ deverá durar entre seis e sete horas.

Segundo as investigações feitas pela polícia na época do caso, a execução do detento André Pereira de Oliveira, dentro do Compaj, feitas por agentes penitenciários, revoltou a população carcerária e foi o estopim para a rebelião do dia seguinte. Uma das primeiras vítimas da chacina foi o agente penitenciário José Valente Gama, morto com cinco tiros de pistola nas primeiras horas do dia. Ele estaria envolvido com a morte de André.

Chacina

Os rebelados dominaram toda cadeia e fizeram de reféns detentos e agentes penitenciários. Em seguida, eles tocaram fogo em colchões e destruíram grades das celas. Na época, o presídio possuía 400 detentos. A rebelião foi controlada com a ajuda do detento Elgo Jobel Guerreiro, na época membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que exercia o comando dos presídios do Rio de Janeiro

Na época, o presídio possuía 400 detentos. Ao todo, 14 presos foram mortos.