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Adolescente é agredido por policiais da Rocam durante briga em Centro Socioeducativo

Jovem de 17 anos teve traumatismo crânio encefálico e o caso foi enviado ao Comando da Rocam. De acordo com a Secretaria de Assistência Social, procedimento adotado pela polícia infringiu regras 31/03/2014 às 18:51
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Jovem foi diagnosticado com traumatismo crânio encefálico após confronto em Centro Socioeducativo
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A mãe de um interno do Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa, localizado no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, acusa policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) de terem espancado seu filho de 17 anos, durante uma briga entre internos, ocorrida na última quinta-feira (27).  O caso foi enviado ao Comando da corporação para ser apurado. O adolescente teve traumatismo crânio encefálico, de acordo com diagnóstico médico.

De acordo com a mãe da vítima de 42 anos que preferiu não se identificar, por volta de 0h de sexta-feira (28) a direção do Centro entrou em contato para avisar que o jovem havia sido levado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. No local, uma assistente social teria contado uma versão diferente sobre o caso.

“Ela disse que ele se machucou enquanto jogava bola. Só quando falei com ele pude saber o que realmente aconteceu. Ele disse que um policial bateu nele com um cacetete por causa de uma briga começada por outro grupo. Ele chegou a entrar em convulsão e quase morreu”, diz.

Antes da ocasião, a Rocam teria participado levando todos os internos à quadra e ordenado que se organizassem em fileiras para fazer uma vistoria. Lá, um desentendimento entre um grupo teria motivado os policiais a interferirem agressivamente. “Todos do Centro dizem que ele é um menino bom, um menino estudioso. O que os policiais fizeram foi errado, pois o meu filho não tinha nada a ver com a briga”, afirmou.

A mãe do jovem mora no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus. O adolescente cumpre medida socioeducativa há três semanas por ter participado de um assalto no ano passado que, segundo a mulher, teria acontecido após envolvimento com uma quadrilha da Zona Leste.

O adolescente continua internado no HPS João Lúcio e, de acordo com a mãe, apresentou dormência em dois dedos, porém, continua falando e andando normalmente. O garoto foi transferido para um quarto nesta segunda-feira (31) e está recebendo auxílio de monitores do Centro Socioeducativo.

Seas admite procedimento inadequado

Segundo a Seas, o procedimento adotado pelos policiais foge às regras. “O método certo seria os próprios monitores realizarem a vistoria, não os policiais. O que ocorreu foi um caso isolado no Centro e a Secretaria condena qualquer tipo de agressão contra os internos”, disse.

A diretora do Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa, Matilde Ezagui, se pronunciou por meio da Secretaria, a qual informou que um relatório do ocorrido foi encaminhado na sexta-feira para a secretária executiva da Seas, Graça Prola, e ao Comando-Geral da PM.  

Rocam vai apurar caso

De acordo com o comandante da Rocam, Major Álvaro Cavalcante, a polícia desconhece o caso isolado do jovem e disse que se houve excesso por parte de algum policial, o caso será averiguado. “Às vezes o menor se vitimiza para culpar o policial e o Estado. A Rocam foi chamada e durante a confusão eles mesmos se agrediram, porém se aconteceu algum tipo de abuso, o Comando irá apurar”, informou.