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Manaus
TORTURA

Adolescente é sequestrada e torturada em casa na comunidade Bariri, em Manaus

A jovem foi salva, mas diz que uma amiga continua na posse de bandidos. Segundo ela, eles queriam o paradeiro da prima dela. Um homem foi preso 07/11/2017 às 18:01 - Atualizado em 08/11/2017 às 00:44
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Foto: Arquivo A Crítica
Vinicius Leal

Uma adolescente de 16 anos foi resgatada na madrugada desta terça-feira (7), em Manaus, após ter sido torturada dentro de uma casa no beco Walter Rayol, na comunidade Bariri, bairro Presidente Vargas, Zona Sul da capital. A vítima havia sido sequestrada e colocada em um táxi na noite de ontem (6) quando estava com a mãe no bar da avó, no bairro Alvorada 3, na Zona Centro-Oeste. Ela foi salva, mas disse que uma amiga continua na posse de bandidos. Segundo ela, eles queriam saber o paradeiro da prima dela. Um homem foi preso.

Conforme informações repassadas pelo delegado Lázaro Ramos, titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o caso aconteceu por volta das 20h30 de ontem. A mãe da adolescente ainda tentou impedir que ela fosse levada, mas não conseguiu. “Foi por volta de 20h30 de ontem. Na hora ela estava no bar da avó dela. Três homens a colocaram dentro de um táxi, enforcando e puxando ela. A mãe tentou pegar de volta, mas não conseguiu”, disse o delegado. Segundo ele, o táxi envolvido é um Toyota de cor branca e placas não identificadas.

Sessão de espancamento

Depois de ser sequestrada, a jovem foi colocada em outro veículo, um Fox Sport. Dentro do outro automóvel, segundo a vítima, se encontrava uma amiga dela, que também estava sob a mira dos bandidos. “Depois ela foi deixada em outro carro. Lá estava a amiga dela. As duas foram para uma casa no Bariri e lá começou a sessão de tortura”. De acordo com o delegado, os bandidos ameaçavam a vítima de morte e a agrediram com objetivo de saber o paradeiro da prima dela. “Eles queriam que ela dissesse onde se encontrava a prima dela, que estaria teria visto um assassinato no sábado”, disse Lázaro Ramos.

De acordo com o delegado, o espancamento da jovem só terminou após a chegada da polícia. “Alguém fez uma denúncia anônima e a viatura foi lá. Quando eles viram o carro procurando o endereço, eles fugiram deixando ela lá”, disse. A vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames de perícia que confirmaram as agressões. Ela também prestou depoimento na delegacia. Porém, a Polícia Civil não confirmou o registro do desaparecimento da amiga da adolescente.

Suspeito reconhecido

No local do crime a polícia prendeu um homem identificado como Ramiro Manoel Gonçalves Neto, de 45 anos, que foi reconhecido pela vítima como uma das pessoas que a torturou. Porém, ele negou o crime. “Ela reconhece ele como um dos que espancaram ela, mas ele nega”, afirmou o delegado Lázaro Ramos. O caso foi transferido para o 24º DIP, onde o homem foi autuado por associação criminosa, sequestro e cárcere privado. Depois ele foi levado para audiência de custódia, onde ficaria à disposição da Justiça.

*Colaborou o repórter Danilo Alves

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