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Adutora que rompeu pela segunda vez da Zona Oeste passa por novos reparos

Na manhã desta segunda-feira (25), famílias atingidas pelos rompimento da adutora, localizada na rua das Flores, Zona Oeste de Manaus, ocorrido nos dias 15 de janeiro e 23 de março acusaram a Manaus Ambiental de não querer pagar por todos os bens perdidos ou danificados. E para verificar os danos na adutora funcionários da empresa trabalham novamente no local 25/03/2013 às 12:54
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A Manaus Ambiental remete o problema a falhas na distribuição de energia elétrica feita pela Eletrobras Amazonas Energia
JOELMA MUNIZ Manaus

Para diagnosticar e descobrir a real condição da adutora que rompeu pela segunda vez em pouco mais de dois meses na rua da Flores, bairro Compensa II, Zona Oeste de Manaus, funcionários da concessionária Manaus Ambiental, estão realizando novas escavações no local. A via foi novamente interditada para o trafego de veículos e a expectativa é que os trabalhos sejam finalizados até o fim da tarde desta segunda-feira (25).

Nesta manhã, as famílias atingidas pelo rompimento da adutora ocorrido durante a noite do último sábado (23) protestaram contra a concessionária. Os comunitários se mostraram descontentes com a forma com que a Manaus Ambiental vem conduzindo o problema. A empresa não estaria disposta a pagar por todos os bens perdidos ou danificados durante a quebra da adutora.

“Estão nos fazendo de palhaços assim como da primeira vez eles avaliam os prejuízos da maneira que bem querem. Eles dizem que muitas coisas podem enxugar e por para secar”, esbravejou a dona de casa, Maria Mercede, 63.

Maria disse ainda, que às 8h da manhã desta segunda foi até a sede da Manaus Ambiental que funciona no bairro Santo Antônio, Zona Oeste, mas que os funcionários que estavam no local informaram que não tinham recebido nenhum direcionamento para tratar do assunto.

Contrariada também se mostrou a merendeira Maria das Graças da Silva, 54. A funcionária pública que afirmou ter perdido um dia de trabalho reclamou pelos mesmos motivos da vizinha. “Querem nos indenizar pelo que bem entendem. Além de estarmos passando por isso outra vez, ainda querem brincar com a gente? Que tipo de reparo foi feito nesta adutora quando ela rompeu da primeira vez? Perdi muitos bens e ainda to tendo que perder dias de trabalho”, questionou.

Prejuízos do primeiro rompimento ainda existem

Dona de uma estância no beco União, a idosa Raimunda Mendonça da Silva, 69, assegura que ainda está amargando prejuízos deixados pelo primeiro rompimento da adutora ocorrido  no dia 15 de janeiro deste ano. O prédio usado para alugar apartamentos segundo a filha da idosa, Crislane Mendonça da Silva, 36, está cheio de rachaduras e infiltrações no piso.

“As famílias que moram lá foram indenizadas pelos bens que perderam, mas minha mãe não recebeu nenhum centavo. O lugar ficou todo rachado e com infiltrações, venho tentando resolver o problema, mas eles fingem que nem existimos”, destacou.

O problema resolvido em curto espaço de tempo

No local, a diretora Comercial da Manaus Ambiental, Ângela Delavalli disse que a empresa está à disposição das 40 ou 50 famílias afetadas pelo rompimento. “Vans estão sendo disponibilizadas para levar essas pessoas de casa até a sede da Manaus Ambiental, lá elas vão levar seus documentos e todo o processo de ressarcimento será iniciado. “Não existem motivos para fazer alvoroço. Até o fim da tarde queremos acabar com o impasse”, assegurou.

A culpa é da Eletrobras

Em nota divulgada nesse domingo (24), a empresa concessionária do abastecimento de água, Manaus Ambiental, informa que os rompimentos de adutoras ocorridos na última quinta-feira (21), no bairro São Jorge, e nesse sábado (23), na Compensa, se deram pelo mesmo motivo, uma queda brusca de energia.

Conforme a nota, nos últimos sete dias, ocorreram três quedas de energia, que desligaram abruptamente a Estação de Tratamento de Água (ETA - Ponta do Ismael), que abastece 80% de Manaus. A quantidade de quedas ocorridas em uma semana é a mesma da média anual de desligamentos na ETA.