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Manaus
DEFESA

Advogados de delegado Gustavo Sotero vão pedir a liberdade dele à Justiça

Eles reuniram coletiva de imprensa para reafirmar a versão de legítima defesa e, prometeram, após fim do inquérito, tentar um habeas corpus 02/12/2017 às 17:35 - Atualizado em 02/12/2017 às 18:05
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Foto: Antônio Lima
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Os advogados do delegado Gustavo Sotero, preso por matar a tiros o advogado Wilson Justo Filho em Manaus, dentro da casa de show Porão do Alemão, vão pedir a liberdade dele à Justiça. Carmem Romero e Cláudio Dalledone Jr – que atuou na defesa do goleiro Bruno, acusado de matar a companheira Eliza Samúdio – prometeram, após fim do inquérito policial, tentar um habeas corpus em favor do delegado.

“Iremos manejar um pedido para que seja concedida a liberdade do delegado Gustavo Sotero, que não apresenta risco à sociedade. Ainda há a conclusão de alguns laudos que serão apresentados pelas perícias e aí sim nós iremos pedir”, disse. “Isso será pedido não sei se por meio de habeas corpus ou pedido diretamente à juíza que decretou (a prisão preventiva), o juízo natural do Tribunal do Júri. Dependemos também da conclusão do inquérito”, explicou Cláudio Dalledone Jr.

Legítima defesa

Na tarde deste sábado (2), em Manaus, os dois advogados reuniram uma coletiva de imprensa onde reafirmaram a versão de legítima defesa apresentada pelo próprio delegado no momento em que foi detido em flagrante pelo crime, no último dia 25 de agosto. Eles também afirmaram que o fato foi iniciado pela vítima, Wilson Justo.

“Quem precipitou essa desgraça, infelizmente, foi a vítima. (...) São necessários quantos tiros fossem para cessar a agressão”, alegou Cláudio Dalledone. “Temos uma imagem que esclarece toda e qualquer situação. A captulação, a interpretação daquela imagem nos leva a uma única certeza, a invocar que aquilo é a auto defesa, que é a legítima defesa. Quem age em legítima defesa não comete crime. Isso tudo tem que ser reconhecido no devido processo legal”, disse

Inquérito policial

O inquérito policial sobre o caso, que atualmente tramita no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), deve durar, na opinião dos advogados, cerca de 30 dias. “Temos exames complementares trabalhosos. Os peritos da criminalística terão que fazer vários levantamentos, com certeza haverá por parte do Ministério Público o requerimento de diligências e por parte da defesa, que também tem legitimidade, tudo o que tiver pendente de diligência a comprovar.

OAB x Polícia Civil

Durante a coletiva de imprensa também estiveram presentes representantes de associações de delegados e de servidores da Polícia Civil do Amazonas. Como a investigadora de polícia Aquerna Chagas, que reforçou que não há uma guerra institucional entre a Polícia Civil e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que defende a vítima Wilson Justo. Entretanto, Arquena disse que os policiais não vão permitir que o direito deles de portar armas em recintos seja retirado – que é o que foi solicitado pela OAB.

Processo disciplinar

Atualmente, Gustavo Sotero está preso preventivamente na carceragem da Delegacia Geral, em Manaus. Ele já perdeu o cargo de confiança que tinha dentro da Polícia Civil, perdeu o porte de arma e responde a um processo administrativo disciplinar, com prazo de prazo de 90 dias. Cláudio Dalledone ressaltou que Sotero possui uma fratura na órbita ocular por conta do soco que levou do advogado Wilson Justo, o que teria motivado os tiros disparados pelo delegado.