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Afastamento de promotor do caso "Ferrugem" é publicado no DOE

O afastamento do promotor havia sido antecipado em 16 de março pela coluna Sim & Não do jornal A Crítica. Além disso, ainda em março a Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) decidiu manter, por unanimidade, a ação do Procurador-Geral de Justiça, Francisco Cruz, que acusa o promotor de falsidade ideológica e adulteração de documentos 14/04/2012 às 11:09
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Promotor Ronaldo Andrade (à esquerda)
Ana Carolina Barbosa Manaus

O afastamento pelo período de 90 dias do promotor de Justiça Ronaldo Andrade da função, datado do último dia 22, foi publicado na edição do dia 10 de abril do Diário Oficial do Estado (DOE). A decisão foi tomada pela Procuradoria Geral de Justiça (PGJ). Andrade ficou conhecido por atuar na operação “Cachoeira Limpa”, realizada em 2011 em Presidente Figueiredo (a 180 quilômetros de Manaus), a qual resultou na execução do empresário Fernando Araújo Pontes, 25, o “Ferrugem”.

Na ocasião, ele acompanhava policiais civis que investigavam um esquema de pedofilia no município, os quais, segundo imagens divulgadas em rede nacional, plantaram uma arma no local do crime para insinuar que havia ocorrido uma troca de tiros. As imagens foram feitas por um assessor do promotor e mostravam Ronaldo Andrade no local na hora da execução.

O afastamento do promotor havia sido antecipado em 16 de março pela coluna Sim & Não do jornal A Crítica. Além disso, ainda em março a Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) decidiu manter, por unanimidade, a ação do Procurador-Geral de Justiça, Francisco Cruz, que acusa o promotor de falsidade ideológica e adulteração de documentos. No último dia 10, um pedido de vistas do desembargador Flávio Parcarelli interrompeu a audiência a qual definiria se o pedido seria aceito ou não pelo Tjam.

Após a polêmica participação de Ronaldo Andrade na operação, o CNMP editou, inclusive, uma medida restringindo o acesso de promotores a operações policiais.