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Agentes de endemias paralisam atividades em protesto contra demissões, em Manaus

Os trabalhadores fazem protesto em frente à sede do governo Estadual em Manaus. Eles também reivindicam benefícios. A paralisação das atividades na capital do AM e no interior do Estado deve atingir a população 18/06/2012 às 13:56
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Borrifação de biolarvicida é um dos métodos de prevenção à malária realizado pelos agentes
acritica.com Manaus (AM)

Cerca de 500 agentes de endemias do Amazonas realizam uma manifestação na tarde desta segunda-feira (18), em frente à sede do governo do Estado, no bairro Compensa, Zona Oeste. Eles protestam contra a possibilidade de serem demitidos, e pedem a regularização de horas extras (8hs) de trabalho, das atividades, desde o dia 23 de março de 2010. Segundo o sindicato dos trabalhadores, foi  recebida remuneração de somente 6 horas. A categoria decidiu a realização do ato em assembleia geral no dia 1 de Junho, e aguarda uma resposta do governo.

A paralisação das atividades na capital do Amazonas e no interior do Estado deve atingir a população, já que os trabalhadores fazem a orientação sobre prevenção de doenças tropicais.

“Os 1.441 agentes que atuam em atividades de campo, no combate à malaria e dengue, executando pesquisa de focos, eliminação de criadouros, tratando as doenças endêmicas, e agora também atuando no programa S.O.S  Enchente, estão enfrentando dificuldades para trabalhar”, ressalta Alessandro Lira, presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias (SindAgentes).

De acordo com o SindAgentes, o retrato da crise é formado pela possível demissão de 243 Agentes de Endemias, demora na regularização e pagamento das 8 horas de trabalho, data-Base não está sendo respeita, ticket-alimentação defasado, e o não recebimento de vale-transporte, entre outras precariedades.

Os trabalhadores de endemias estatuários e do quadro suplementar da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) são amparados pela Lei 11.350/96, que desprecariza a relação trabalhistas dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACES).

Governo

A Agência de Comunicação do Governo do Estado (Agecom) ficou de enviar nota de posicionamento após levantamento das informações, e decisões junto aos trabalhadores.