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Águas do Amazonas lança operação contra os ‘gatos’ no Centro de Manaus

Concessionária diz que ligações clandestinas desequilibram o serviço 10/05/2012 às 08:04
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A Águas do Amazonas realiza uma fiscalização e regularização de imóveis que tenham ligações clandestinas, os “gatos” no centro de Manaus
jornal a crítica Manaus

A Águas do Amazonas realiza nesta quinta-feira (10), a partir das 9h30, no Centro, uma fiscalização e regularização de imóveis que tenham ligações clandestinas, os “gatos”. O foco dos trabalhos será nos estabelecimentos comerciais, estando inclusos na programação das equipes, lavanderias e hotéis.

As mais de 90 mil ligações irregulares de água, isto é, que possuem ou fraude ou que furtam água diretamente das redes públicas, são as principais responsáveis por ocasionar o desequilíbrio do sistema público de abastecimento de água.

“Quem pratica a fraude ou furta água, além de estar cometendo um crime, passível de punição pelo Código Penal Brasileiro, está prejudicando toda a coletividade. Isto porque, quem comete fraude ou furto desperdiça quatro vezes mais água tratada do que seria o apropriado para o consumo”, explica o diretor institucional da Águas do Amazonas, Arlindo Sales.

“Por causa destas práticas, mais da metade dos mais de 200 bilhões de litros de água produzidos anualmente pela Águas do Amazonas são perdidos e é por esta razão que ocorrem as situações de desabastecimento em certas zonas da cidade, mesmo que nós já produzamos quase o dobro da necessidade de água para a cidade”, completou.

Para o diretor, é importante que a sociedade perceba que a fraude e o furto de água são praticadas também em zonas centrais da cidade, sobretudo, por estabelecimentos comerciais e até mesmo industriais, que se utilizam da fraude e/ou do furto para manipular a relação entre o consumo e os valores a serem pagos.

“Desde o ano passado, estamos focando ações de combate às irregularidades em pontos comerciais. Isto serve para alertar a sociedade como um todo que ao contrário do que se pode imaginar em um primeiro momento, de que a fraude e o furto possam estar concentrados em bairros mais afastados ou periféricos, na realidade estas práticas estão concentradas em zonas de médio a alto poder aquisitivo”, disse o diretor.