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Alfredo Nascimento critica gestão de Artur na prefeitura, mas nega candidatura em 2016

Para o presidente do PR, não se pode depender de recursos federais para administrar Manaus, referindo-se à atitude do prefeito Artur Virgílio Neto 27/04/2015 às 09:15
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Alfredo não confirmou se o PR terá candidato próprio nas próximas eleições, deixando em aberto a possibilidade de integrar coligação encabeçada por outra legenda
Janaína Andrade Manaus (AM)

Prefeito de Manaus de 1997 a março de 2004, o deputado federal e ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), disse, nesse fim de semana, que não dá para administrar uma cidade como Manaus só pensando no que o Governo Federal pode oferecer em recursos para a prefeitura.

“Quando fui prefeito, trabalhei com projetos dentro das possibilidades que tinha a Prefeitura. Você tem que pensar na sua capacidade de investimento, e não no que os outros podem dar para você”, disse Alfredo, que é presidente nacional do PR.

A declaração do deputado foi durante evento da sigla realizado na capital amazonense, no sábado (25), que tratou, entre outras coisas, das estratégias da legenda para a eleição de 2016. Apesar dos comentários sobre como administrar Manaus, Alfredo disse que não tem interesse nenhum em disputar a cadeira ocupada hoje pelo tucano Artur Neto (PSDB).

O candidato do PR na eleição de 2012, Henrique Oliveira, que hoje pertence aos quadros do Solidariedade (SDD), ficou em terceiro lugar, e no segundo turno da eleição, disputado entre Artur e Vanessa Grazziotin (PCdoB), decidiu apoiar o tucano.

Alfredo afirmou que quando governou a cidade não recebeu “nenhum centavo” do Governo Federal, comandado por Fernando Henrique Cardoso, do PSDB de Artur. O deputado lembrou que foi prefeito de Manaus rompido com o Governo do Estado, administrado por Amazonino Mendes (PDT).

“Você tem que ter criatividade, tem que reduzir os grandes investimentos nessas obras que aparecem muito e priorizar os pequenos investimentos. Você pode trocar, por exemplo, a construção de um viaduto ou de uma passagem de nível, que só vai transferir o problema de um quarteirão para outro, por uma desapropriação de uma esquina para criar uma via livre à direita para facilitar o trânsito. Eu não vivia reclamando quando eu era prefeito, eu fui prefeito por quase oito anos, e nunca recebi um centavo do Governo do PSDB, só consegui o empréstimo no valor de R$ 24 milhões junto ao BNDES para o BRT”, afirmou o deputado.

Orçamento

O presidente nacional do PR destacou ainda que administrou a capital amazonense com um orçamento cinco vezes menor que a receita atual, que é de R$ 4,8 bilhões.

“A não ser os repasses constitucionais, eu nunca recebi nada do Governo Federal e administrei a cidade com uma receita cinco vezes menor do que é a receita de hoje e as obras existiam, a cidade se movimentava, a cidade era aprazível. Eu não sei se ele (Artur) tem razão em reclamar”, disse Alfredo.

Artur tem se queixado e responsabilizado a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), por parte das dificuldades da Prefeitura de Manaus em levantar recursos para investimentos em obras, como na área de infraestrutura.

Partido busca fortalecimento

O encontro regional do PR reuniu, neste final de semana, cerca de 500 filiados no auditório da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) e teve como principal pauta de discussão o fortalecimento da sigla na eleição de 2016.

O evento reuniu, principalmente, lideranças de vários municípios do interior do Estado, como Novo Airão, Autazes, Rio Preto da Eva, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Urucurituba , Presidente Figueiredo, Nova Olinda, entre outros.

“Nosso objetivo é reestruturar, modernizar o PR para crescermos com qualidade e chegarmos com condições de elegermos um bom time de vereadores e prefeitos nas próximas eleições”, disse o presidente nacional do partido, Alfredo Nascimento.

O Partido da República pertence à base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff e é o quinto maior partido político do País, com 400 mil filiados. No Amazonas, possui 14 mil filiados, sendo 9 mil na capital e 4 mil no interior. O PR tem, no Amazonas, apenas Alfredo Nascimento como deputado federal, um suplente de senador, dois deputados estaduais e 24 vereadores.

Partido busca fortalecimento

O encontro regional do PR reuniu, neste final de semana, cerca de 500 filiados no auditório da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) e teve como principal pauta de discussão o fortalecimento da sigla na eleição de 2016.

O evento reuniu, principalmente, lideranças de vários municípios do interior do Estado, como Novo Airão, Autazes, Rio Preto da Eva, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Urucurituba , Presidente Figueiredo, Nova Olinda, entre outros.

“Nosso objetivo é reestruturar, modernizar o PR para crescermos com qualidade e chegarmos com condições de elegermos um bom time de vereadores e prefeitos nas próximas eleições”, disse o presidente nacional do partido, Alfredo Nascimento.

O Partido da República pertence à base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff e é o quinto maior partido político do País, com 400 mil filiados. No Amazonas, possui 14 mil filiados, sendo 9 mil na capital e 4 mil no interior. O PR tem, no Amazonas, apenas Alfredo Nascimento como deputado federal, um suplente de senador, dois deputados estaduais e 24 vereadores.

‘A situação da cidade hoje é muito complicada’

O presidente nacional do PR, Alfredo Nascimento, tem visto o seu eleitorado diminuir nas últimas eleições. Em 2006, por exemplo, concorreu e foi eleito senador com 627.637 votos. Quatro anos depois, disputou o Governo do Estado, onde foi derrotado por Omar Aziz no primeiro turno, quando teve somente 382.935 votos.

Em 2014, para se manter em Brasília, desistiu do Senado e se contentou em concorrer para deputado federal, sendo eleito com 120,8 mil votos. Às vésperas da eleição para a Prefeitura de Manaus, Alfredo diz não ter interesse numa possível candidatura.

Em entrevista ao A CRÍTICA, o deputado federal falou sobre a eleição de 2016, planos da sigla e relembrou projetos de quando administrou Manaus.

Quem será o candidato do PR na eleição de 2016?

Não dá para você tratar de nomes ainda, pois eleições majoritárias se você realmente quiser buscar vitórias você tem que fazer acordos, fazer coligações. Mas o nosso partido vai participar da eleição majoritária, especialmente em Manaus.

Valeu a pena apoiar o Artur Neto em 2012?

Não sei, a eleição próxima é que vai dizer isso. Eu entendi em 2012 que naquele momento, como dirigente partidário, o nosso candidato, que era o Henrique Oliveira, deveria no 2° turno ficar ao lado do Artur, porque ele gerava uma expectativa muito boa. O que vai acontecer na eleição é o julgamento do trabalho que ele fez como prefeito. Se ele disse e fez, a possibilidade de bons resultados é boa para ele, se ele não fez o que prometeu, aí complica.

Se tiver candidato ano que vem, qual o plano de governo do PR para a capital?

É muito cedo para falar de planos. Aquela pessoa que se definir como candidato vai ter que montar um projeto para a cidade. A situação da cidade hoje é muito complicada. Os serviços públicos não são bons, o transporte coletivo não atende a comunidade, você tem um trânsito caótico, mas esse é um problema do País.

Por que, depois do BRT, nenhum outro projeto voltado para a melhoria do transporte foi para frente?

Eu acho que é porque não quiseram fazer. Infelizmente a política em Manaus é um pouco assim, se tem uma coisa boa, que dá certo, o político que substituir aquele que está saindo para aquilo porque não interessa. E o projeto Expresso pode ter certeza que é um excelente projeto. É uma filosofia adotada no mundo inteiro.