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Alfredo Nascimento é contestado por colega de bancada no Senado

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) lembra a condição de ex-ministro de Transportes do colega e questiona razão da denúncia feita por ele, contra as Secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente 13/04/2012 às 08:35
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Vanessa afastou a denúncia de superfaturamento, lembrando que o custo de R$ 1,3 milhão por quilômetro na parte da rodovia construída no Acre foi bem maior que o de R$ 767 mil por quilômetro praticado no trecho entre Boca do Acre e Rio Branco
ANTONIO PAULO Brasília

As ações no Ministério Público Federal, anunciadas pelo senador Alfredo Nascimento (PR-AM), contra as Secretarias de Infraestrutura e do Meio Ambiente (Seinf e SDS) do Estado Amazonas, por supostas irregularidades nas obras de pavimentação da BR-317, causaram reação no Governo e no Parlamento. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) subiu nessa quinta-feira (12), à tribuna para rebater as críticas de Alfredo e demonstrar, por meio de nota técnica, encaminhada pela Seinf e SDS, que as denúncias não procedem.

“O senador (Alfredo Nascimento) disse que foram liberados em torno de R$ 10 milhões para a gestão ambiental e outros R$ 52 milhões para a construção da estrada e que, apesar disso, as obras ainda não foram concluídas e têm sido executadas sem o licenciamento ambiental. Muita estranheza me causa o fato de o senador tratar desse problema como se nenhuma relação tivesse com o caso. Isso porque, quando o convênio da estrada foi assinado, em 6 de abril de 2009, com término em 6 de abril de 2011, ele exercia o cargo de ministro dos Transportes do Brasil”, discursou Vanessa Grazziotin, insinuando que se houve alguma irregularidade nos contratos e convênios, o então ministro tinha conhecimento dos fatos.

Vanessa afastou a denúncia de superfaturamento, lembrando que o custo de R$ 1,3 milhão por quilômetro na parte da rodovia construída no Acre foi bem maior que o de R$ 767 mil por quilômetro praticado no trecho entre Boca do Acre e Rio Branco.

Sobre o licenciamento ambiental, que não teria sido feito, Vanessa apresentou documentos do Ipaam e do Ibama, informando que a obra já está concluída numa extensão de 65,12 quilômetros em segmentos situados fora de terras indígenas.