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Alunos de arqueologia da UEA coletarão fragmentos em área onde ocorreu incêndio em Manaus

O incêndio, ocorrido esta semana, destruiu 500 casas de madeira, deixando centenas de famílias sem moradia 01/12/2012 às 10:55
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Moradores das casas atingidas pelo incêndio tentaram retirar pertences; mais de 500 casas foram atingidas
Ana Carolina Barbosa Manaus

Dezoito alunos finalistas do curso de Arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) visitarão, na próxima segunda-feira (03/12), a comunidade Arthur Bernandes, no São Jorge, Zona Oeste de Manaus, onde um incêndio destruiu cerca de 500 casas de madeira, na última terça-feira. Eles acompanharão a remoção dos entulhos, atendendo a uma recomendação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além do monitoramento da ação, os alunos aproveitarão a oportunidade para fazer a coleta de fragmentos que comporão um kit de sensibilização de educação patrimonial, o qual manterá parte da história do local e seus moradores viva.

A ideia, segundo a coordenadora do curso, professora Arminda Mendonça, é que, futuramente, após autorização do Iphan, seja feito um resgate arqueológico no local. Arminda explicou que com a autorização, será possível utilizar o material coletado para levar à sociedade informações sobre aquela área, por meio de palestras em escolas e exposições itinerantes.

Na última sexta-feira, os alunos, acompanhados da coordenadora, estiveram no local pela primeira vez. Na ocasião, alguns objetos já foram coletados, como pedaços de louça, entre outros. Cada um terá a origem analisada afundo. “Esse trabalho tem como objetivo o resgate da memória social daqueles habitantes. São rastros, sinais, cicatrizes da população que ali morava”, explicou Arminda.

Arminda destaca que os estudantes têm participado de outras ações de relevância na área da arqueologia, a exemplo do trabalho feito no Igarapé do Belchior (Prosamim – Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus), Aparecida, Zona Sul, também autorizado pelo Iphan, mas que, nessa situação, tratou-se de um resgate arqueológico. A ideia, neste caso, é mostrar à população a importância de se preservar traço e sinais, mantendo viva a memória social do local e mostrando o valor científico do levantamento.

De acordo com a coordenadora, os alunos estão na fase final de elaboração dos TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso), os quais devem ser apresentados no início do mês de novembro. Será a primeira turma de arqueologia formada pela UEA no Estado.