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Alunos de medicina denunciam ausência de professores em universidade em Manaus

De acordo com os alunos, dos cinco professores que ministram a matéria de ‘Urgência e Emergência’, dois deles estão sem dar aula há mais de um mês 23/11/2012 às 21:59
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Os alunos fizeram uma pequena manifestação nesta sexta-feira no prédio da universidade
acritica.com Manaus (AM)

Mais de 50 alunos do 8º período da faculdade de medicina da Universidade Nilton Lins (Uninilton Lins), localizada na rua Marquês Monte Alegre, Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul de Manaus, denunciaram a instituição de ensino no Ministério Público Estadual (MPE-AM) por estarem sem aula há mais de um mês em uma disciplina.

De acordo com os alunos, dos cinco professores que ministram a matéria de ‘Urgência e Emergência’, dois deles estão sem dar aula. Esta matéria, segundo eles, é crucial para o internato, a próxima etapa do curso, onde eles colocarão em prática tudo que aprenderam.

“Depois de várias tentativas e conversas, entramos com a denúncia, já que para a área médica é muito importante estas aulas. Mesmo não tendo essas aulas, nós estamos pagando por mês quase R$ 7 mil só de mensalidade”, reclamou um dos alunos que não quis ser identificado. Segundo o aluno, “as aulas práticas são realizadas em bonecos. Não temos contato com o paciente”, frisou.

Outra constante reclamação, mesmo não tendo vínculos com a disciplina, é sobre as portas fechadas do Hospital UniNilton. Segundo os alunos, os estudantes não estão tendo aulas práticas devido ao fechamento do hospital. “Os professores não estão fazendo esforços neste sentido e nós não recebemos nenhuma informação sobre o motivo. Disseram que era por causa da reforma, mas não estamos vendo nada disso”, protestou uma aluna que também não quis se identificar.

Os alunos fizeram uma pequena manifestação nesta sexta-feira no prédio da universidade. Durante reunião, eles apontaram que a solução encontrada pelo corpo docente seria a realização de aulas nas segundas e quintas-feiras, no período da noite, além da realização de provões para completar a disciplina. “A sugestão que estão apresentando, ficaria muito cansativo. Não aceitamos esta proposta”, disse um dos alunos.

Instituição

O pró-reitor de ensino e graduação, professor Vitangelo Plantamuro, assegurou que com o remanejamento de calendário e todo o programa acadêmico será cumprido, sem que haja nenhum déficit no ensino.

Para a vice-reitora, Carla Pedrosa, há condições de terminar o semestre, já que apenas dois dos cinco professores estão viajando. “Os outros três professores são plenamente qualificados para ministrarem as aulas”, disse, afirmando que as aulas práticas acontecem sempre. “Temos o equipamento necessário. Eles realizam aulas práticas em bonecos. Temos, inclusive, um manequim que simula AVC. Outras aulas acontecem em leitos de hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde. É uma obrigação legal com o SUS, além de formá-los também para a rede pública de saúde”, destacou.

A vice-reitora afirmou desconhecer sobre a denúncia no Ministério Público. “Não recebemos nenhuma informação sobre o assunto”, disse e garantiu que o Hospital continua funcionando.

A reportagem do acritica.com esteve no local por volta das 18h desta sexta-feira (23) e verificou que o hospital estava com as portas fechadas.