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AM tem a maior média de ocorrências de ataques às negociações via internet

Coordenador de Inteligência da Clear Sale, Omar Jarouche explicou que a metodologia de pesquisa foi baseada no trabalho da empresa no mercado virtual 21/03/2013 às 06:52
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Descuidos dos clientes contribuem para facilitar a ação dos fraudadores
Adan Garantizado ---

Comprar pela Internet continua sendo uma ótima opção para quem deseja economizar tempo e dinheiro. Mas os consumidores amazonenses precisam redobrar a atenção. Um levantamento da empresa Clear Sale (que autentica negociações online e é responsável por mais de 70% das análises de compras na web brasileira), aponta o Amazonas como o estado que registrou a maior média de ocorrências de ataques às negociações na rede virtual no ano de 2012. Foram 7,5% de suspeitas e de fraudes consolidadas. A média chega a ser 2% maior do que o segundo colocado, o Ceará (5,5%).

Coordenador de Inteligência da Clear Sale, Omar Jarouche explicou que a metodologia de pesquisa foi baseada no trabalho da empresa no mercado virtual. No momento em que o cliente efetua a compra e envia os dados do cartão de crédito para o comerciante, a Clear Sale cruza as informações com seu banco de dados e calcula a possibilidade de compra ser fraudulenta. Omar atribui a média alta no Amazonas à falta de informação e descuidos dos clientes. “Se você olhar bem, os estados do Norte e Nordeste estão no topo da lista (ao lado). Talvez haja uma falta de costume e até de conhecimento ao usar o cartão de crédito em operações pela internet. A facilidade de os dados caírem nas mãos de gente mal-intencionada é muito grande”, explicou. Bens como tênis, notebooks e celulares são os mais visados pelos fraudadores.

Algumas medidas ajudam o consumidor a se prevenir dos criminosos. Verificar sempre as faturas do cartão, checar se a loja é confiável, se possui um endereço fixo ou telefone, evitar pagamentos via boleto bancário e cadastrar todos os dados corretamente no site, podem evitar a “dor de cabeça”. Caso comprovada alguma irregularidade, o cliente deve acionar a operadora do cartão de crédito e contestar a compra. 

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, disse que houve um aumento de 30% de transações online no Estado e que já ouviu vários casos de fraudes. “Existe caso de produto que não é entregue, de compra que não foi feita pelo consumidor. A internet é um meio complicado de lidar”, analisou.

No Brasil, o varejo online registrou faturamento de R$$ 22,5 bilhões no ano passado, crescimento nominal de 20% em relação a 2011. Ao todo, foram realizados ao longo do ano passado 66,7 milhões de pedidos. O varejo online atingiu 10,3 milhões de novos consumidores. Com isso, já são mais de 42,2 milhões de pessoas que fizeram, ao menos, uma compra online até hoje no país.


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