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Amazonas é o último colocado em número de denúncias de violência contra a mulher

Os dados sobre o "Ligue 180" foram divulgados, nesta terça-feira (07/08), na ocasião da comemoração dos seis anos de criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) 07/08/2012 às 16:43
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A média de ligações é feita para cada cem mil mulheres. Contudo, a secretaria informou que não há números absolutos
Ana Carolina Barbosa Manaus

O Amazonas é o último colocado entre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal no que diz respeito ao número de chamados registrados no “Ligue 180”, criado para denunciar casos de violência contra a mulher. A média do Estado, se considerados os meses de janeiro a junho deste ano, foi de 97,31 ligações para cada cem mil mulheres, 21,7% a mais do que igual período do ano passado, quando foram contabilizados 79,96 para o mesmo número de pessoas. As informações são da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

O primeiro em número de ligações foi o Distrito Federal, com uma média de 625,69 chamados para cada cem mil mulheres. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (07/08), na ocasião da comemoração dos seis anos de criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) e, de acordo com o órgão federal, o fato de o Amazonas ser o último colocado não demonstra que seja o menos violento, e sim que as mulheres denunciam menos. Muito embora tenha havido aumento na média de denúncias neste ano, o Estado se manteve na mesma colocação, entre os demais que registraram em 2011.

A assessoria da secretaria informou que não possui dados absolutos sobre as denúncias feitas pelo ‘Ligue 180’. Contudo, se considerados dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, o número de ligações ou denúncias feitas pelo ‘Ligue 180’, em 2011, foi de aproximadamente 1.360 e, em 2012, 1.649. De acordo com o IBGE, a população feminina no Amazonas soma 1.730.806.

A Lei Maria da Penha foi criada para encorajar mulheres a denunciarem qualquer tipo de violência contra elas, em especial a doméstica. Ela recebeu esse nome em homenagem à farmacêutica e bioquímica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que por 20 anos lutou para ver o marido e agressor, o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveros, preso.

Dados nacionais

Entre 2006 e 2012, o Ligue 180 registrou, em todo o país, 2,7 milhões de atendimentos, dos quais 14% foram relativos à violência contra a mulher e 60% para pedidos de informação.

Só no primeiro semestre deste ano, o número de atendimentos superou os 388,9 mil, sendo 56,6% deles relatos de violência física, 27,2% de violência psicológica, 12% relacionados à violência moral, 2% sexual e 1% patrimonial.

Ainda de acordo com os dados, em 66% dos casos os filhos estavam presentes enquanto as mães eram agredidas. Os companheiros e cônjuges continuam sendo os principais agressores (70%).