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Amazonas registrou 15 mil casos de Hepatites Virais de 99 a 2011

Conhecida por ser comum e temida pela população, a hepatite viral é uma doença silenciosa que se não for descoberta o quanto antes pode levar o portador a morte. As hepatites virais são formadas pelos tipos A, B, C, D e E. Os três primeiros são os mais comuns 28/07/2012 às 13:33
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Tipos de hepatites B, C são considerados os mais perigosos
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

O Amazonas registrou de 1999 a 2011, quinze mil casos de hepatites virais entre os tipos A, B, C. Do total, a capital do estado, Manaus, apresentou 10.104 casos confirmados das hepatites, conforme os dados do Ministério da Saúde (MS).  Conhecida por ser comum e temida pela população, a hepatite viral é uma doença silenciosa que, se não for descoberta cedo, pode levar o portador a morte. As hepatites virais são formadas pelos tipos A, B, C, D e E. Os três primeiros são os mais comuns.

A hepatite A geralmente é descoberta na fase aguda, quando o paciente apresenta sintomas como urina escura e olhos amarelados. A infectologista Silvana Lima explica que os tipos B, C são perigosos por serem assintomáticos. “São os tipos sem sintomas, que aparecem anos mais tarde a partir da infecção. Podem se manifestar com complicações graves e não revertidas, como por exemplo, problemas nos rins, inclusive a cirrose”.

O tipo mais comum, a cirrose hepática, afeta o fígado e surge devido ao processo crônico e progressivo de inflamações ocasionado pelas hepatites. Os tipos B, C (vírus) são transmitidos por meio de relações sexuais ou no contato com sangue contaminado. “A pessoa que convive no mesmo ambiente do portador da doença, pode adquirir a hepatite por alguma forma de contato, como ferimentos, além da relação sexual desprotegida”, explicou Silvana.

A infectologista ressalta que é importante realizar o teste que detecta a doença pelo menos uma vez ao ano. “A pessoa deve procurar uma unidade de saúde nem que seja uma vez ao ano”. No caso do tipo A os cuidados devem ser com os alimentos e água ingeridos. “O recomendado é promover a higiene, para evitar o consumo de alimento e água contaminados”, salienta Lima.

O tipo defectivo associado ao tipo B, o D, é pouco frequente entre os casos de hepatite. A hepatite E não é frequente no Brasil, segundo os especialistas. As hepatites são tratadas com medicamentos antivirais específicos para cada caso. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a hepatite B. Podem receber o tratamento, pacientes que tenham até 29 anos, profissionais de saúde, profissionais do sexo, bombeiros, policiais, indígenas e homossexuais.

Prevenção


Em Manaus, a rede pública de saúde disponibiliza a vacina contra a Hepatite B. São necessárias três doses para imunização. A primeira dose deve ser tomada quando bebê, após o nascimento. A segunda dose, com um mês de idade. A terceira, com seis meses de vida. Adolescentes e jovens até 29 anos, que não foram vacinados quando criança devem tomar a vacina, também no esquema de três doses. A primeira, a segunda, 30 dias após a primeira dose, e a terceira, seis meses após a primeira dose.

Pessoas inseridas em grupos de maior vulnerabilidade à doença devem, independentemente da idade, procurar o posto de saúde para tomar a vacina. É o caso de usuários de droga, profissionais do sexo, manicures, podólogos, profissionais de saúde, pessoas infectadas pelo vírus HIV, bombeiros, policiais, carceireiros, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, entre outros.  

Novos medicamentos

Mais modernos e eficazes, dois novos medicamentos contra hepatite C serão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS). O Telaprevir e o Boceprevir devem beneficiar 5,5 mil pacientes, todos portadores de cirrose e fibrose avançada, que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença e de morte. O anúncio foi feito na quarta-feira (25), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento de campanha nacional contra hepatites virais na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília (DF).

Campanhas

Por ocasião ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado neste sábado (28), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) promoveu nesta sexta-feira (27) uma série de atividades alusivas a data. O público-alvo da campanha são jovens até 29 anos, adultos com mais de 40 anos e populações prioritárias, profissionais como manicures, podólogos, tatuadores, trabalhadores da saúde, entre outros.

A programação incluiu palestras nas unidades de saúde e em escolas, além de blitz educativas, com distribuição de material informativo sobre os principais tipos da doença e suas formas de transmissão, bem como medidas de prevenção. As atividades encerram uma semana de mobilização, que teve ações desenvolvidas em todos os Distritos de Saúde de Manaus, tendo como foco principal as Hepatites B e C, ambas consideradas como doenças sexualmente transmissíveis, embora o tipo C tenha a predominância de sua transmissão por via sanguínea.

Como parte das atividades do dia de mobilização contra as Hepatites Virais, equipes da Semsa, da Coordenação Estadual de DST/Aids e representantes da Associação Garotos da Noite, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+AM), Associação Orquídeas GLBT e Aliança LGBT do Amazonas montaram um posto de realização de testagem rápida para HIV, Sífilis e Hepatite B, no UAI Shopping São José, na Avenida Cosme Ferreira, Zona Leste.