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Amazonense trabalhou em março 91 horas para comprar a cesta básica

Em março, o trabalhador que recebe o salário mínimo precisou cumprir, para adquirir o conjunto de gêneros alimentícios essenciais, uma jornada de 84 horas e 53 minutos, na média das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese 09/04/2012 às 12:54
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Em fevereiro a jornada exigida era de 89 horas e 28 minutos
Acritica.com Manaus

Pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), se comparado ao mês de fevereiro, um trabalhador amazonense precisou comprometer em março 44,98% dos seus vencimentos para a aquisição dos 12 itens da Cesta Básica.

Em fevereiro o comprometimento foi de 44,20%. Este mesmo trabalhador precisou trabalhar 91 horas e 3 minutos para comprar a cesta básica em março. Em fevereiro a jornada exigida era de 89 horas e 28 minutos. Em março, o trabalhador que recebe o salário mínimo precisou cumprir, para adquirir o conjunto de gêneros alimentícios essenciais, uma jornada de 84 horas e 53 minutos, na média das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese.

Em fevereiro, a mesma compra exigia o cumprimento de 85 horas e 30 minutos, enquanto em março de 2011 o tempo de trabalho necessário era muito maior, atingindo 96 horas e 13 minutos.

A alimentação básica de uma família manauara custa R$ 772,23

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 772,23 durante o mês de março. Esse valor equivale a aproximadamente 1,24 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 622,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 758,79.

Salário mínimo necessário é R$ 2.295,58

O DIEESE estima, mensalmente, o valor do salário mínimo necessário para a aquisição da cesta, levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Para este cálculo, o Dieese utiliza o custo mais elevado da cesta básica que neste mês foi apurado em SãoPaulo.

Para atender a essas necessidades, em março, o salário mínimo deveria ser de R$ 2.295,58, o que corresponde a 3,69 vezes o mínimo em vigor, de R$ 622,00. Em fevereiro, o valor estimado era um pouco maior, R$ 2.323,21, ou seja, 3,74 vezes o mínimo atual. O valor calculado este ano é ligeiramente superior ao de um ano atrás, quando ficava em R$ 2.247,94, mas que então equivalia a 4,12 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545,00.