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Manaus
POLÍTICA

Amazonino diz que fará uma reforma ‘radical’ e divulga lista com nove secretários

Após ser diplomado pela Justiça Eleitoral, Amazonino afirma que irá reduzir o tamanho da estrutura do Estado 02/10/2017 às 22:32 - Atualizado em 02/10/2017 às 22:35
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(Foto: Antônio Lima)
Camila Pereira Manaus (AM)

Durante cerimônia de diplomação, no início da noite desta segunda-feira (2), o governador diplomado Amazonino Mendes (PDT) aproveitou para anunciar lista parcial do seu secretariado. Ao todo, nove nomes foram confirmados. O comando das demais pastas da administração estadual deve ser anunciado nos próximos dias.

Amazonino afirmou em seu discurso que fará uma reforma administrativa, mas sem detalhar quais secretarias devem ser enxutas. Segundo ele, os nomes deverão ser escolhidos com cautela, a exemplo do que ocorreu nesta primeira nomeação. “Começamos a nomear os secretários, mas a conformação se dará quando estivermos definitivamente governando. Isso se dará no mínimo em uns 15 dias, quando faremos os devidos ajustes”, afirmou o governador diplomado.

O vice-governador diplomado, Bosco Saraiva (PSDB), estará à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). “Na segurança, precisamos de autoridade. Fui buscar a autoridade do vice-governador. É um cargo pesado, difícil, complicado e que precisa realmente toda a habilidade possível para fazer a reunião dos agentes e das ações”, destacou Amazonino, ao ser questionado sobre a escolha.

O médico Francisco Deodato, que já foi secretário de Amazonino em outras gestões, inclusive na Prefeitura de Manaus, irá assumir a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Outro também que já foi secretário de Amazonino, Alfredo Paes, será nomeado para a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Já o deputado Sidney Leite (Pros), que comandou a Sepror na gestão do governador cassado José Melo (Pros),  irá assumir a Casa Civil.  A Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) ficará a cargo do jornalista Célio Rodrigues Júnior, que já atuou nessa área na gestão do prefeito de Manaus  Artur Neto (PSDB). 

Já a Procuradoria Geral do Estado (PGE) será comandada pelo procurador Paulo Carvalho. José Augusto de Melo Neto foi o nome escolhido para administrar a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que entre 2007 e 2014, dirigiu o Centro de Mídias de Educação do Amazonas de 2007 a 2014.

Dois nomes novos figuram na lista de secretariado de Amazonino Mendes. Denilson Novo, guitarrista da banda Tucumanos, irá para a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), e Janaína Chagas para a Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel). 

“Decidi incluir nomes jovens. Janaína é jovem. O secretário de Cultura é jovem, assim como secretário de Educação. Estou garimpando jovens. Não sei se é porque eu tenho 77 (risos). Mas a gente tem que trazer a experiência e o entusiasmo juvenil. Este é o objetivo deste secretariado”, explicou Amazonino.

Amazonino destacou que deverá fazer uma reforma administrativa “radical”. “Pretendo diminuir a estrutura do governo. O Estado está com a estrutura muito elevada, vamos reduzir bastante”, afirmou. “Vamos como uma equipe. Ao assumir secretaria nao foram premiados, foram encarregados de uma tarefa. Isso marcará o governo”.

Ação judicial para garantir posse

Agora diplomado, Amazonino Mendes (PDT) declarou que irá acionar o Tribunal de justiça do Amazonas (TJ-AM) para tomar posse imediatamente. Segundo ele, a demora no ato pode causar prejuízos para a administração pública. 

A posse de Amazonino Mendes (PDT) e seu vice, Bosco Saraiva (PSBD) está marcada para o dia 10, às 10h, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM). A primeira data era o dia 5. O instrumento jurídico utilizado por Amazonino será um mandado de segurança. O governador diplomado já  havia afirmado em vídeo publicado nas redes sociais que iria à Justiça.

“Há um visível prejuízo para a administração a demora da posse dos eleitos e diplomados. Com base nisso, pedimos a assistência jurídica ingressasse com um mandado de segurança para nos assegurar o direito de assumir imediatamente e com isso diminuir o prejuízo que o governo está tendo, que é grave. Está interditado. Um governo que não pode operar relativamente. O mandado (de segurança) deve ser entrado agora logo após a diplomação, que nos dá o direito de fazer isso. Vamos aguardar, então, uma decisão da Justiça”, afirmou Mendes.

Julgamento 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, pautou para a próxima quinta-feira o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que contesta o artigo 224 do Código Eleitoral, modificado pela minirreforma eleitoral, que serviu de base para a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a realização de eleição suplementar direta no Amazonas. A discussão gira em torno da forma de escolha do governador em caso de vacância nos últimos dois anos de mandato, se direta ou indireta.

Sidney Leite - Deputado estadual 

“Esse  é um  mandato curto.  O Estado, não diferente do Brasil, sente mais a recessão econômica e temos vários desafios, como a segurança, a saúde. O governador Amazonino Mendes deverá receber de cooperativas de saúde mais R$ 220 milhões de atrasos de pagamento. Contamos com a experiência e a equipe renovadas para dar respostas à população. Deveremos cortar os cargos comissionados que o governador Amazonino Mendes pede a devida atenção, além do estudo da possibilidade da realização de gastos de toda a máquina administrativa, no sentido de o Estado voltar a ter capacidade de investimento, sanar as dívidas de custeio que estão postas aí, com a finalidade de trazer a tranquilidade para os serviços essenciais e corresponder os anseios da população tanto na capital como no interior do Amazonas. Para a diminuição de secretarias será feito um estudo, se pode diminuir o número de cargos, seja de forma comissionada, seja os cargos hoje existentes, lançando mão para a contratação de pessoal. Isso será feito mediante  muito critério e estudo, de forma que não comprometa nenhum serviço, principalmente na área fim”.

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