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Amazonino, Hanan e Gorayeb podem ser convocados para depor na CPI da água

O pedido será votado na próxima segunda-feira (07/05) e, se aprovado, os três deverão depor para elucidar as dúvidas como as relacionadas à venda da estatal Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), ocorrida em 2000, por exemplo 02/05/2012 às 21:39
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O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, pode ser um dos convocados a depor na CPI
Ana Carolina Barbosa e Fabíola Pascarelli Manaus

O vereador Waldemir José (PT) apresentou, nesta quarta-feira (02/05), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), requerimento que pede a convocação do prefeito de Manaus Amazonino Mendes, do secretário Municipal de Infraestrutur (Seminf) Américo Gorayeb e do ex-vice-governador Samuel Hanan para deporem na Comissão Parlamentar de Inquérito da Água (CPI da Água).

O pedido será votado na próxima segunda-feira (07/05) e, se aprovado, os três deverão depor para elucidar as dúvidas como as relacionadas à venda da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), ocorrida em 2000, o investimento dos R$ 200 milhões pagos pela empresa, a falta de abastecimento de água regular em alguns bairros da cidade, entre outros.

À época da venda, Amazonino era governador do Amazonas e Samuel Hanan seu vice. Gorayeb, por sua vez, ocupava o cargo de diretor da empresa e hoje é um dos secretários de Amazonino.

Venda

A venda ocorreu na época em que Alfredo Nascimento (PR) era prefeito da cidade e Amazonino Mendes era o governador. Nascimento entregou a Cosama e todos os poderem sobre ela ao Estado.

Amazonino, por sua vez, contraiu empréstimo de cerca de R$ 50 milhões para investir na empresa e depois vendê-la por R$ 200 milhões. Na época, cogitou-se que o valor era metade do que a estatal valia.

O valor, ao invés de ser investido na melhoria do sistema, serviu para pagar dívidas do Estado com a empresa Paranapanema. Outra polêmica envolvendo a venda da Cosama veio à tona nas Eleições 2006, colocando Eduardo Braga (então governador) como adversário do seu ex-preceptor, Amazonino Mendes. Um dossiê revelou a empresa FB & A Construções só receberuo dinheiro do Estado e repassou o valor a Paranapanema, a qual recebeu R$ 46 milhões. O detalhe é que o empresário Samuel Hanan, que até hoje está no rol de amizades de Amazonino Mendes, era diretor da Paranapanema.