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Ambulantes tomam conta das paradas de ônibus no Centro de Manaus

Camelôs e ratos “empurram” para a pista de rolamento todos que precisam tomar ônibus na avenida Epaminondas 02/04/2012 às 09:31
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Vendedores de verduras ocupam a própria pista de rolamento. Isso obrigou os motoristas a pararem no meio da pista e travar o trânsito na Epaminondas
Milton de Oliveira Manaus (AM)

Usuários de coletivos, que costumam pegar ônibus, na parada da avenida Epaminondas, Centro, próximo ao Colégio Militar de Manaus, dizem que árvores, vendedores ambulantes e roedores nas calçadas obrigam as pessoas a esperar o coletivo na pista. O horário de maior movimento acontece a partir das 18h, quando funcionários do comércio e estudantes voltam para casa.

Segundo a estudante do ensino médio Kelly Maia, 18, à noite, o ponto de ônibus, se torna uma feira. “Eu não tenho nada contra os camelôs, porque eles são pessoas que precisam. Mas, deveria ter uma fiscalização para organizar essas pessoas nas calçadas onde há paradas”, disse.

Ela contou também, que além dos lanches e vendedores de DVD´s, que ficam na calçada, no final da tarde aparecem os vendedores de verduras. “Eles vêm com um carrinho de mão, com frutas e verduras na rua, atrapalhando a passagem das pessoas”, falou a estudante.

Para o atendente de loja Romilson Cavalcante, 27, o ponto de ônibus da Epaminondas, está mal estruturado. “Eu gosto da natureza, mas, ou essas árvores estão no lugar errado ou a parada de ônibus foi construída onde não deveria existir parada, porque aqui você tem três paradas, todas uma pertinho da outra. Então, há uma aglomeração de camelôs e pessoas, porque essa área é comercial e de ensino”, disse ele.

Os vendedores ambulantes se defendem, dizendo que “sempre foi assim”. “Nós ocupamos a parte baixa da calçada, onde ainda sobra espaço para os pedestres. E eles, ficam na parte de cima. Então, eu não vejo problemas”, falou o camelô Herder da Silva, 34.

Ainda há problemas de saúde pública na parada porque  o local serve também de ponto de alimentação para roedores e baratas. “Isso aqui, na hora de meio dia e à noite, é uma porcalhada. Você vê baratas debaixo dos carrinhos de lanche, ratos que saem de buracos perto do pé da árvore em direção aos carrinhos dos ambulantes para pegar restos de comida, pessoas urinando detrás dos lanches. É uma nojeira”, desabafou a estudante de cursinho Vilma Maciel, 32. Em situação semelhante está o terminal de integração da avenida Constantino Nery (T1), Centro, onde passageiros dividem espaços com ratos e mucuras.

Usuários do transporte contaram também que o mobiliário urbano (o abrigo) não é suficiente para proteger em dias de chuva. “Quando chove, você não tem para aonde correr, porque a água toma a calçada, os ratos saem dos buracos das árvores e o abrigo está cheio de camelôs. Acho que a prefeitura deveria olhar isso, pagamos nossos impostos”, reclama a dona de casa, Matilde Onofre, 45.

SMTU

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos  voltou a informar que prepara um organograma de higienização. “Após esse passo as paradas da Epaminondas, Getúlio Vargas e Praça da Matriz serão pintadas e reformadas. Sobre a questão das árvores que atrapalham a visibilidade dos usuários de transporte, a SMTU comunica que irá solicitar da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF) a poda destas árvores.”, diz , em nota, o órgão.