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Ao contrário dos demais Estados, policiais federais não realizam "Operação Padrão", no Amazonas

De acordo com vice-presidente do Sinpef/AM, por questões estratégicas, a ação não foi deflagrada no aeroporto internacional Eduardo Gomes    19/04/2012 às 11:30
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Enquanto nos principais aeroportos do País alguns voos atrasaram, em Manaus, o movimento no aeroporto estava tranquilo
Síntia Maciel Manaus

Apesar de apoiar o protesto organizado pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), contra a terceirização de funcionários para realizar os serviços de triagem de passageiros nos embarques e desembarques dos voos, o Sindicato dos Policiais Federais do Amazonas (Sinpef/AM), não aderiu à “Operação Padrão” deflagrada nesta quinta-feira (19), nos principais aeroportos do País.

A falta de um efetivo maior foi apontada como uma dos principais fatores para que a entidade não realizasse o protesto no aeroporto internacional Eduardo Gomes, localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

“Temos poucos policiais atuando no aeroporto e isso causaria transtorno e o que não queremos neste momento é prejudicar os passageiros, pois o nosso embate é com o Governo Federal e não com os passageiros. è uma questão estratégica”, observa o vice-presidente do Sinpef/AM, José Sobral.

No aeroporto internacional Eduardo Gomes, por exemplo, segundo Sobral, trabalham dois agentes federais por dia, quando o ideal seria uma delegacia no local, onde questões criminais, de imigração, entre outras poderiam ser resolvidas.

“Haveria gente trabalhando tanto no plantão quanto na permanência da delegacia. Enquanto um grupo se ocupava de questões administrativas, um outro estaria na área de embarque monitorando possíveis irregularidades”, salienta.

De acordo com a assessoria de comunicação da Infraero, a movimentação dos passageiros na manhã desta quinta-feira no aeroporto estava tranquila. O fluxo maior de passageiros ocorre entre às 12h e às 15h, período em que desembarca em Manaus um vôo internacional vindo de Miami (USA).

Desvio
Em uma matéria publicada no site da Fenapef, o presidente da entidade, Marcos Wink informa que o efetivo da Polícia Federal é insuficiente para o trabalho e ainda é "absorvido pela burocracia gerada pelos inquéritos policiais”.

Ainda segundo ele, "é comum um estrangeiro ser recepcionado por uma pessoa estranha aos quadros da corporação e executando funções de estado."

Ele também cita o exemplo de um funcionário terceirizado da PF que foi preso no Rio Grande do Norte quando extorquia dinheiro de um turista estrangeiro.

Ainda no site da Fenapef é possível ter acesso a uma carta aberta à sociedade, elaborada pela Federação, sobre a segurança nos aeroportos do País.