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Apagão atinge pelo menos 21 bairros de Manaus, nesta segunda-feira (5)

Interrupção sem aviso prévio afetou cerca de 200 mil unidades consumidoras na capital, incluindo casas, comércios, órgãos públicos e indústrias. De acordo com a concessionária, o sistema foi totalmente normalizado às 17h42 06/10/2015 às 15:24
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Falta de energia no Centro prejudica o comércio
alexandre pequeno Manaus (AM)

Cerca de 200 mil unidades consumidoras (casas, comércios, etc) de Manaus tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompidos na tarde desta segunda-feira (5). Um verdadeiro apagão na capital do Amazonas, que atingiu pelo menos 21 bairros.

Segundo a Eletrobras Distribuição Amazonas, "houve desligamento intempestivo da transformação 230/138kV na Subestação Mauá III". De acordo com a concessionária, o sistema foi totalmente normalizado às 17h42.

Entre os bairros afetados pelo apagão estão: Nova Cidade, Santa Etelvina, Monte das Oliveiras, Piorini, Cidade Nova, Distrito I e II, São José I, II e III, Zumbi, Parque Mauá, Mauazinho, Crespo, São Lázaro, Bethânia, Morro da Liberdade, Colônia Antonio Aleixo, Cachoeirinha, Centro, Praça 14 e adjacências dos bairros citados.

O apagão ocorre em meio a uma das maiores ondas de calor da década e a invasão de nuvens de fumaça na capital. Bairros que concentram a economia como o Centro e o Distrito sentiram o impacto financeiro das quedas de energia hoje.

‘Um dia de prejuízos’

Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), afirma que o apagão ocorrido na tarde desta segunda-feira (05) significou um dia de prejuízos para a economia manauara.

“Não é a primeira vez que a nossa cidade passa por isso. O fornecimento de energia ele é suficiente para suprir a capital, porém  realidade da distribuição ainda é deficiente”, afirmou.

Périco lamenta também os prejuízos causados aos grandes e pequenos comerciantes de Manaus. “O podemos fazer é lamentar por um dia perdido para a economia, um dia de muito prejuízo para a sociedade, comércio as pessoas em suas casas, ainda mais com o calor que está e comerciantes perdendo suas mercadorias, é lamentável”, enfatiza.

Por conta do apagão, a empresa Semp Toshiba Amazonas, localizada na rua Iça, no Distritro Industrial de Manaus, liberou seus funcinários uma hora mais cedo. A empresa que tinha como meta produzir 1.100 aparelhos durante esta segunda, produziu pouco mais da metade.

O controlador de patrimônio da Sharp do Brasil, Jair Santos, disse que os apagões trazem prejuízos às empresas. “A Sharp aluga vários galpões para outras empresas do Distrito Industrial. O que acontece quando ocorre uma interrupção como essa sem prévio aviso? Acarreta uma série de prejuízos, principalmente a perda de produção, e muita das vezes esses picos de energia acaba danificando os nossos equipamentos eletrônicos”, afirma.