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Apesar de rumores, secretário de segurança afirma que greve da PM é 'fofoca de rede social'

Coronel PM Paulo Roberto Vital classificou ameaça de paralisação como boato após encontro com entidades da PM. Segundo Associação dos Praças, movimento é independente e já possui mais de 120 integrantes 24/04/2014 às 17:46
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Mais de 120 PMs se mobilizam em um movimento grevista independente, diz Associação de Praças
OSWALDO NETO Manaus (AM)

Após reunião com grupos que integram a Polícia Militar do Amazonas (PM) nesta quinta-feira (24), o secretário de segurança pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, classificou a ameaça de greve como “fofoca de rede social” e afirmou que a população não sofrerá nenhum prejuízo. Apesar disso, a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apoeam) informou que um movimento independente está se articulando em Manaus e no interior e já tem mais de 120 integrantes.

Segundo o presidente da Apoeam, Platiny Soares, a lista de reivindicações* deste movimento inclui Lei de Carreira de Praças, reajuste salarial e antecipação dos aumentos de 2015 e 2016, auxílios alimentação e moradia, entre outras exigências. Soares garantiu que mesmo tendo conhecimento das reclamações, a Associação não está integrada ao movimento.

“A Apoeam não encabeça a greve, mas está disposta a ser a mediadora e prestar apoio jurídico a esse movimento grevista. Nenhum PM que integra a associação deixará de executar suas funções”, informou.

O presidente também explicou que os integrantes do movimento contemplam Companhias Interativas Comunitários (Cicoms), Distritos Integrados de Polícia (Dips) e Delegacias Especializadas de Manaus e da Região Metropolitana. Ele não soube informar se outros grupos como a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACSPMAM) e a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (AOPBMAM) possuem soldados que fazem parte do movimento.

“Fofoca de rede social”

Ao ACRÍTICA.COM, o secretário de segurança pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, classificou a paralisação como boato. “Nós precisamos acabar com esses rumores, isso é armação de determinado grupo para desestabilizar o sistema. Se houver qualquer impacto, o menor que seja, a população não ficará desassistida”, disse em entrevista.

Secretário de segurança pública, Paulo Roberto Vital, desmente ameaça de paralisação (Foto: Winnetou Almeida)

Em redes sociais, circulam imagens onde uma série de reivindicações é apresentada, além de uma reunião marcada para 0h do dia 1 na Arena Amadeu Teixeira, Zona Centro-Sul. O secretário contestou as reclamações. “Representantes das entidades estiveram no meu gabinete hoje e todos concordaram que não há ânimo para se fazer greve. Nossos Dips e Cicoms são referência nacional e em nenhum governo se valorizou tanto a PM como no atual”, explicou.

O secretário também acrescentou que, pela legislação militar, o regulamento disciplinar proíbe a sindicalização e a greve. A Polícia Militar do Amazonas informou por meio de assessoria que irá acompanhar qualquer ação realizada por grupos “isolados” ou classes representativas que tenham como objetivo interesses políticos.

*Leia abaixo a suposta lista de reivindicações do movimento:

- Lei de Carreira de Praças;

- Código de Ética e extinção do RDPMAM;

- Incorporação da GTE e expansão para o interior;

- Reajuste salarial e antecipação dos aumentos de 2015 e 2016 (22% já aprovados);

- Ampliação do auxílio moradia a policiais do interior (R$ 700)

- Auxílio alimentação mensal (R$ 500);

- Auxílio fardamento anual (3 soldos como previsto na Lei nº 1502/81);

- Regulamentação da escala 2x2 para 1º e 2º turno e 1x2 para o 3º turno;

- Pagamento de adicional noturno (25% sobre o salário);

- Pagamento de periculosidade (25% sobre o salário);

- Pagamento de gratificação por cursos;

- Regulamentação do 14º e 15º salários (já aprovados);

- Anistia aos grevistas.