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Apesar dos problemas recorrentes, Copa em Manaus deixa boa impressão em moradores e turistas

O prefeito Artur Neto (PSDB) afirmou estar ‘de alma lavada’ com os resultados do Mundial na cidade, mas reconhece os desafios para que Manaus possa ser um destino turístico sólido 26/06/2014 às 09:59
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Para Artur, Manaus está colhendo os resultados de suas vocações na indústria, na biodiversidade e no turismo
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

A participação de Manaus na Copa do Mundo se encerrou nesta quarta-feira (26) com o confronto entre as seleções de Suíça e Honduras. Mas o ótimo desempenho da cidade como sede de uma competição desse porte, além da animada interação entre moradores e turistas, fizeram com que muitas publicações a elegessem como o destaque entre os locais da Copa. Até a revista oficial da Fifa a colocou na capa da sua última edição.

No entanto, os desafios para que a cidade venha a se tornar um destino turístico robusto, capaz de oferecer atrativos a brasileiros e estrangeiros além do “gancho” óbvio de uma Copa do Mundo, ainda são muitos. Problemas de planejamento, de infraestrutura e promessas não-cumpridas do Mundial são as etapas que a cidade deve superar se quiser se firmar como o terceiro destino mais procurado do país – como quer o prefeito de Manaus, Artur Neto, que divulgou nesta quinta (26) sua avaliação da participação da cidade na Copa.

“Além de um povo acolhedor e que foi capaz de cativar, sem brigas e nenhum tipo de violência, turistas de várias nacionalidades, é preciso que a cidade também se torne atrativa. Quem mora em Manaus viu que a cidade mudou, quem veio de fora viu uma cidade bonita, e vamos trabalhar ainda mais para que Manaus desenvolva sua vocação de cidade mundial”, afirmou o prefeito, garantindo que o fluxo de turistas não vai parar e que a Prefeitura e o Governo já têm planos para potencializar essa vocação, que está se consolidando com os novos voos internacionais e o aumento na circulação de estrangeiros. Outro legado da Copa, de acordo com o prefeito, é a autoestima dos moradores. “A Copa deixou o nosso povo envaidecido com a cidade que mudou e ainda mudará muito para melhor”, garante.

Até a expectativa ruim do resto do país se provou benéfica para Manaus, acredita Artur. “Acho, inclusive, que alguns críticos teriam que dar a mão à palmatória. Estamos colhendo o que ainda é o começo de uma das nossas três vocações. São elas: a eternização da Zona Franca de Manaus, investindo em hidrovias, na abertura da BR-319, em infraestrutura aeroportuária e no capital intelectual; a biodiversidade, que é uma riqueza intacta e que representa a prosperidade do povo do Amazonas; e a nossa terceira vocação, sem dúvida, é o turismo. Manaus é a terceira capital com tendência de cidade mundial, depois de Rio de Janeiro e São Paulo. Considero um grande avanço o sucesso que foi a Copa em Manaus para o nosso fortalecimento turístico”.

Como se vê, uma mudança de vulto pode estar em curso em Manaus. Cabe à cidade e a seus gestores a criação de um legado além da Copa.

*Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom).