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Manaus
REMOÇÃO

Após denúncia, boxes de ambulantes são removidos de praça no Armando Mendes

Os vendedores alegam que não foram notificados e que foram surpreendidos com a ação de funcionários da Prefeitura de Manaus 12/04/2018 às 14:19 - Atualizado em 12/04/2018 às 14:22
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Alik Menezes Manaus (AM)

Após denúncia, aproximadamente 58 boxes de vendedores ambulantes foram removidos na manhã desta quinta-feira (12) das ruas J, Perimetral e I, no entorno da praça do bairro Armando Mendes, na Zona Leste de Manaus. Os vendedores alegam que não foram notificados e que foram surpreendidos com a ação de funcionários do Implurb e da Subsempab.

Segundo Sidney Costa, fiscal do Implurb, no dia 20 de setembro do ano passado o órgão recebeu denúncia da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) sobre os lanches que ficam em frente às escolas Rilton Leal Filho e Maria Madalena, na rua J, em logradouro público. “Após receber a denúncia, uma equipe veio aqui e verificou a situação, mas não era certo remover apenas as da rua J, mas outras duas ruas também tinham esses empreendimentos móveis e fixos em cima das calçadas. Então, estamos removendo todos os que estão irregulares, apenas quatro, que são legalizados, vão ficar”, disse.


Foto: Euzivaldo Queiroz

Sidney disse que oito donos de lanches foram notificados, mas os vendedores ambulantes reclamam da ação dos órgãos públicos. Segundo eles, a maioria não foi notificada e, por isso, a ação não deveria ocorrer dessa forma. Abalada, a merendeira Alexandra Pereira dos Santos, 38 anos, disse que não sabe o que fará, pois há 18 anos trabalhavam vendendo café da manhã. “Eu estou sem chão, não sei o que vou fazer da vida para sustentar minha família. Esse lanche era minha única renda, tudo que conquistei vinha de lá. Só tenho a segunda série do fundamental, onde vou arrumar emprego? Meu Deus do céu. Não sei o que vai ser de mim”, lamentou.

Joice Gomes, 31, que tinha uma lanchonete ao lado da quadra da Praça, também alegou que não foi notificada. “Eles não avisaram nada, chegaram de qualquer forma derrubando e retirando tudo. Nem sei como vai ser daqui para frente”, disse Joice, que trabalhava no local há seis anos e também tinha o lanche como única fonte de renda da família.


Foto: Euzivaldo Queiroz

Também sem ser notificado, o dono de uma pastelaria Sebastião Menezes, de 38 anos, também foi surpreendido quando estava atendendo clientes na manhã desta quinta-feira. “Eles chegaram mostrando o papel da notificação e mandando a gente recolher as coisas de dentro. Retornei esse lanche tem seis meses, vou sair no prejuízo e não faço ideia de onde vou arrumar dinheiro. Era meu ganha pão”, a pastelaria foi uma das primeiras a ser demolida.

Segundo o Sidney Costa, fiscal do Implurb, os lanches móveis estão sendo levados para um terreno da Prefeitura, mas os proprietários também têm a opção de escolher se querem que os funcionários da Prefeitura levem para outro local. "Eu falei para Eles, se eles quiserem que a gente leve para a casa deles, a gente leva. Se a gente levar para o galpão eles vai ter que pagar depois o frente para tirar de lá, a gente também está pensando neles, basta dizer o endereço que a gente remover agora, coloca no guincho do Manaustrans e leva agora para onde eles quiserem”, disse.

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