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Manaus
RESTRIÇÃO

Após estupro, direção quer vetar entrada de pessoas sem vínculo com a escola

Segundo o diretor, tanto o suspeito quanto a vítima não tinham vínculo com a unidade, pois faziam parte de um projeto esportivo para jovens. Homem foi preso por estupro de vulnerável 12/12/2017 às 18:08 - Atualizado em 12/12/2017 às 18:10
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A escola fica no Alvorada (Foto: Google Earth)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Após caso de estupro envolvendo um homem de 48 anos e uma adolescente na Escola Estadual Manuel Severiano Nunes, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, a direção informou que vai conter a entrada de pessoas que não fazem parte do local. Segundo o diretor, tanto o suspeito quanto a vítima não tinham vínculo com a unidade, pois faziam parte de um projeto esportivo para jovens. Ele foi preso na noite de segunda-feira (11) e autuado em flagrante por estupro de vulnerável.

Segundo o diretor – que pediu para ter a identidade preservada -, a jovem de 12 anos e o homem faziam parte de um grupo religioso que realizava atividades no local . Ele conta que há três anos a quadra da escola era cedida para times formados pelo suspeito, que não era professor da escola.

“Ele conhecia a escola, era envolvido na comunidade, mas não faz parte do nosso quadro. Estamos todos estarrecidos porque ele tinha uma importância dentro da comunidade e lamentamos o que ocorreu”, disse o diretor.

Segundo ele, a escola sempre foi reconhecida por abrir as portas para projetos sociais envolvendo esportes, palestras sobre suicídio, cursos e ações sociais. Ele afirma que devido à repercussão do caso, deverá impor mais rigidez na entrada de pessoas que não sejam alunos ou funcionários da escola.

“Essas pessoas entram por um portão diferente. Pode verificar. O agente de portaria e as câmeras fiscalizam isso e tenho um ofício pedindo esse treinamento na escola. Temos psicólogos, assistentes sociais e a escola tem uma imagem a zelar. A escola tem uma função social, mas infelizmente depois desse caso teremos que fechar as portas para a comunidade”, disse o diretor.

O diretor informou que ainda não foi convocado a prestar depoimento para a Polícia Civil, porém, informou que até o momento não há indícios de casos semelhantes dentro da escola. “Eu já procurei todos os alunos, da igreja dele. Ninguém tem nenhuma queixa”. O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).