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Após polêmica, praia da Ponta Negra é interditada

A interdição ocorre após o registro de 14 mortes no balneário, a contar de junho deste ano, quando a praia perene foi inaugurada 22/11/2012 às 18:54
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Ponta Negra é interditada após laudo do CPRM
Ana Carolina Barbosa Manaus

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Ribeiro, decidiu interditar a praia da Ponta Negra (Zona Oeste de Manaus) a partir desta quinta-feira (22/11), proibindo a entrada de banhistas. A decisão veio junto à confirmação de recebimento da notificação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), sugerindo a medida. Desde que a praia perene foi inaugurada, em junho, 14 pessoas morreram afogadas.

A interdição ocorre em cumprimento ao inquérito civil nº 6656.2012. Manoel Ribeiro disse, ainda, que a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) será comunicada da decisão.

A decisão vem após a polêmica que veio à tona com a divulgação de um laudo, ontem, elaborado por técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o qual recomendou a não utilização da praia pela população, a qual “não serve para balneário”, segundo opinou o diretor do órgão, Marco Oliveira.

Dias antes, oliveira esteve no local, por volta de 19h e, antes, tomou seis latinhas de cerveja (para passar pela experiência de quem está menos sóbrio do que o normal). Ao caminhar pela praia, ele constatou que, diferente de praia natural, onde o declive é suave, a praia aterrada surpreende por conta dos desníveis.

No mesmo dia, à noite, o secretário municipal de Infraestrutura, Américo Gorayeb, contestou a informação, corroborando que a praia é segura para os banhistas. Ele alegou que os técnicos que elaboraram o laudo consideraram um parâmetro de 130 metros a partir do início da praia, enquanto que a plataforma de atuação da prefeitura só vai até os primeiros 30 metros.