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Manaus
TRIBUNAL DO CRIME

Comando Vermelho tem baixas após prisões de criminosos em Manaus

Quatro ‘soldados’ da facção criminosa carioca foram presos ontem durante operação deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Amazonas (PCAM) 26/04/2018 às 07:53 - Atualizado em 26/04/2018 às 07:55
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A polícia disse que a movimentação de dinheiro, drogas e a periculosidade dos integrantes é de alto porte (Arte: A Crítica)
Larissa Golvin Manaus (AM)

Uma quadrilha que pertence ao Comando Vermelho carioca, atuante no bairro da União, Zona Centro-Sul, está sendo desarticulada pela Polícia Civil do Amazonas. Ela começou a ser investigada após o desaparecimento, em janeiro, de um homem identificado como Ronniery Nascimento Rodrigues, 30, conhecido como “Ronni”, no bairro Parque 10 de Novembro, por meio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), comandado pelo delegado Guilherme Torres.

Marco Aurélio de Moraes Pinheiro Júnior, o “Júnior Peruano”, e Alexsandro Oliveira dos Santos, 29, o “Sandrinho”, tiveram mandados de prisão cumpridos ontem na operação “Tribunal do Crime”. Peruano era foragido e foi preso na rua Visconde de Porto Seguro, no Parque Dez. Thiago Nazaré da Silva, o “Chili”, e Gean Gomes das Chagas, o “Babidi”, que já estavam presos, tiveram o mandado de prisão temporária transferidos para preventiva.

A organização faz parte da facção Comando Vermelho, que é comandada em Manaus por Gelson Carnaúba, vulgo “Mano G”, que tem ligação com traficantes do Rio de Janeiro.

As execuções ordenadas por Dri eram feitas por Bruno Souza Carvalho, o “Bruno Fiel”, que está foragido, e Alexsandro Oliveira dos Santos, conhecido como “Sandrinho”, que está preso por suspeita de envolvimento em 14 homicídios.

Por se tratar de uma facção grande, a polícia disse que a movimentação de dinheiro, drogas e a periculosidade dos integrantes é de alto porte. Durante as investigações, foi constatado que Ronni era envolvido com o tráfico de drogas, teria sido morto por traficantes daquela área e o corpo estaria enterrado em uma área de mata conhecida como “Buritizal”, na comunidade da União. Posteriormente, sua ossada foi encontrada nesse local.

O motivo da morte, segundo a polícia, é que ele seria culpado da prisão de um dos traficantes da área, identificado como Adriano Rolim, vulgo “Dri”, dado como morto no Rio de Janeiro, em informação não confirmada pela polícia.

Dupla recrutava pessoas ao tráfico de drogas

“Bruno Fiel” e “Sandrinho” recrutavam pessoas ao tráfico. Marco Aurélio de Moraes Pinheiro Júnior, o “Júnior Peruano”, era o líder e estava foragido. Ele comandava os soldados e olheiros Arlison Bentes da Silva, o “Coreano”, foragido; Thiago Nazaré da Silva, o “Chili”; Gean Gomes das Chagas, o “Babidi”; Mohamed Bashir Júnior, o “Basílio”, e Deivide Aranha, todos foragidos até agora.

Polícia não confirma morte

Na semana passada um corpo foi encontrado no Rio de Janeiro e a polícia investiga para saber se é de Adriano Rolim,  o Dri. A polícia ainda não confirma sua morte, por não ter um documento oficial, mas a família do traficante afirma que se trata do mesmo.

Ronni desapareceu no último dia 25 de janeiro. Segundo informações do titular do DRCO, Guilherme Torres, os traficantes faziam reuniões junto a comunidade para deixar esclarecido quem comandava a área do tráfico.

Fotos do suposto cadáver de Dri foram divulgdas em grupos de rede social, mas o delegado titular informou que a morte não está confirmada pela polícia carioca. “A família disse que ele está morto, inclusive colocaram isso em rede social, mas não tem nada que confirme, até porque a família mesmo não foi até o Rio para trazer o corpo. O que temos até então é apenas suposições de que ele morreu” disse o delegado. Há suspeitas de que essa informação seja para despistar a polícia, já que “Dri” é procurado.

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