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Manaus
ABSOLVIÇÃO

Após quase 20 anos, réus acusados de homicídio são absolvidos pela Justiça

Os réus chegaram a ser presos, mas respondiam em liberdade pelo crime. Um dos acusados tornou-se dependente químico e chegou a morar na rua 20/03/2018 às 12:12 - Atualizado em 20/03/2018 às 13:46
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Os homens foram absolvidos durante sessão no segundo júri da capital (Foto: Divulgação/DPE)
acritica.com* Manaus (AM)

Dois acusados de terem cometido um homicídio em 1999, ou seja quase 20 anos depois, foram absolvidos na última sexta-feira (16), durante sessão plenária da Vara do 2º júri de Manaus, presidido pelo juiz de direito Rafael Cró. Os réus chegaram a ser presos, mas respondiam em liberdade pelo crime. 

Na defesa dos acusados, o defensor público Maurílio Casas Maia, titular da Defensoria Pública Militar, sustentou que ambos os réus mereciam absolvição por negativa de autoria e também por ausência de provas, tese que foi acolhida pelos jurados.

De acordo com o defensor, ambos os réus alegaram estar no local do crime somente para apartar a briga entre conhecidos, mas acabaram acusados por se encontrar em meio à confusão, sendo que um deles foi gravemente ferido antes mesmo da ocorrência do homicídio julgado, o que o impediria de ter cometido o ato criminoso.

Consequências dramáticas

Maurílio citou que ambos os assistidos declararam ter sofrido psicologicamente com o peso da acusação injusta por quase duas décadas. Um deles tornou-se dependente químico e chegou a estar em situação de rua durante a fase de dependência. Quando estava em uma clínica de tratamento, foi dado como foragido e quando voltou para a cidade acabou sendo preso. Só ganhou liberdade quando a justiça reconheceu que não havia necessidade de mantê-lo na prisão.

Durante o júri, ambos choraram ao relatar os danos causados pela acusação injusta, causa de tanto sofrimento tanto deles quanto de suas famílias.

Um dos réus, inclusive, contou com o pedido de absolvição do Ministério Público, por meio da promotora Laís Rejane de Carvalho Freitas, que também alegou negativa de autoria, em razão da clareza das provas. Em relação a este, o Ministério Público alegou prescrição do caso, mas ele também teve defesa feita pelo defensor público por ausência de provas da autoria - tese acolhida pelos jurados.

Segundo o defensor, "o peso da acusação injusta comumente causa grande desconforto psicológico aos cidadãos, nos casos mais graves levando à depressão, cabendo à defesa pública não permitir que o ser humano permaneça só e sem defesa nesse momento dramático de sua vida em que é acusado pelo Estado".

*Com informações de assessoria de imprensa

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