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Manaus
UPP

Após seis mortes, Unidade Prisional do Puraquequara passa por revista hoje (18)

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), inspeção no local começou por volta das 6h. No dia 7 deste mês, seis detentos foram mortos na unidade prisional 18/04/2017 às 10:13 - Atualizado em 18/04/2017 às 14:14
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Revista acontece na manhã desta terça (18) no presídio (Foto: Arquivo/AC)
acrítica.com Manaus (AM)

Na manhã desta terça-feira (18), a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), localizada no quilômetro 2 do Ramal Bela Vista, no bairro Puraquequara, zona Leste de Manaus, passou por procedimento de revista realizado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Polícia Militar do Amazonas (PMAM). A ação resultou na apreensão de 38 estoques.

A revista contou com o efetivo de 174 pessoas, entre servidores da Seap, agentes de socialização da Umanizzare Gestão Prisional e policiais militares das tropas do Comando de Policiamento Especializado (CPE), da PMAM. 

De acordo com o secretário de Estado de Administração Penitenciária, tenente-coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, a revista tinha como principal objetivo a localização de túneis e rotas de fuga.


(Foto: Kamilla Lira/Seap)

"O procedimento seguiu um cronograma de revistas que devem continuar acontecendo. Neste caso em específico o foco era descobrir se os internos estavam cavando túneis, cerrando grades das celas ou se organizando de alguma maneira para uma fuga, tendo em vista que os mesmos estão na tranca desde as mortes nos dias 7 e 8 deste mês. Com a revista foi comprovado que nenhuma das ações estão ocorrendo, mas nossa fiscalização continuará para inibir possíveis iniciativas dos internos", explicou o secretário. 

 A UPP possui atualmente 1.249 internos. Os detentos da unidade estão cumprindo punição disciplinar com suspensão das visitas dos familiares e sem direito a banho de sol.

Mortes

No dia 7 deste mês, seis presos foram mortos no presídio. Na ocasião, a Seap descartou motim ou rebelião na unidade, porém não informou qual seria o motivo das mortes. Depois disso, doze detentos foram transferidos para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no entanto, o órgão descartou que mudança tivesse relação com os óbitos na UPP.