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Após serem retirados, moradores da Pista da Raquete fazem protesto e polícia intervem

O protesto aconteceu porque 45 famílias que invadiram o local a pelo menos um mês, foram retirados na manhã desta quinta-feira (11). O terreno tem a extensão equivalente a 5.600 hectares. 11/10/2012 às 21:58
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Cerca de 20 homens da polícia militar e oito da força-tática fazem a segurança do local, para que o terreno não seja retomado
Camila Pereira Manaus

Um protesto dos moradores da Pista da Raquete, no bairro Nova Vitória, Zona Leste de Manaus, que tentam ocupar um terreno da Suframa, terminou em confusão após iniciativa dos policiais militares de disparem balas de borracha, spray de pimenta e destruírem barracos na tentativa de conter os ânimos dos manifestantes. A confusão aconteceu na noite desta quinta-feira (11).

O protesto aconteceu porque 45 famílias que invadiram o local a pelo menos um mês, foram retirados na manhã desta quinta-feira (11). O terreno tem a extensão equivalente a 5.600 hectares.

Os moradores contaram que estavam fazendo um protesto em que fecharam a rua, colocando fogo em paus, pneus e os policiais apareceram agredindo os invasores. “O protesto era pacífico, a polícia chegou jogando ‘bomba’, disparando tiros com bala de borracha. No local tinham crianças, grávidas, idosos, que passaram mal. Foi um sufoco”, afirmou a dona de casa, Miquele Freitas.

“Nós tivemos que fazer o protesto, porque não temos uma casa digna pra morar. Tivemos crianças machucadas, gente passando mal. Uma mulher abortou e uma idosa morreu com essa confusão”, desabafou uma dona de casa que não quis ser identificada.

Cerca de 20 homens da polícia militar e oito da força-tática fazem a segurança do local, para que o terreno não seja retomado. De acordo com a tenente Sonia Souza, há um mês fazem a vigilância da área. “Tivemos que intervir. A rua estava fechada. A área apresenta um grande impacto ambiental por conta desta invasão. Leitos dos igarapés foram prejudicados, árvores centenárias derrubadas e animais foram queimados”, ressaltou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Suframa, o local é destinado a empresas que desejam se instalar no Pólo Industrial de Manaus (PIM) e não possuem terreno para isso, além de uma reserva para área de preservação ambiental. A autarquia entrou com uma medida cautelar de manutenção de posse, já que possui todos os documentos legalizados do terreno.