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TRANSPORTE PÚBLICO

Após três paralisações, rodoviários fazem assembleia para decidir greve geral

Categoria relata descumprimento de pagamentos por parte de empresa e pede reajuste salarial. Sinetram informou que não foi notificado sobre reivindicações 10/01/2017 às 18:48 - Atualizado em 10/01/2017 às 18:53
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Greve geral da categoria será decidida nesta quinta-feira (12) (Foto: Arquivo/AC)
acrítica.com Manaus (AM)

Após três paralizações no início deste ano, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus realiza nesta quinta-feira (12) uma Assembleia Geral para decidir, entre as reivindicações, aprovação de uma possível greve geral por tempo indeterminado. Os trabalhadores relatam descumprimento de pagamentos por parte de empresa e pedem reajuste salarial. O Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) afirma que não foi notificado sobre a reunião.

Conforme edital de convocação, a assembleia deve reunir trabalhadores dos dois turnos em dois horários na sede do sindicato, localizado na rua Domingos, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus.

O documento é assinado pelo presidente da categoria, Givancir Oliveira. Na pauta, constam tópicos como o descumprimento do pagamento de insalubridade na empresa Transtol, reajuste salarial e a aprovação de greve geral por tempo indeterminado.

“Demos início à nossa luta com paralisações de advertência. Agora, vamos paralisar geral caso nossas reivindicações não sejam atendidas”, diz o presidente no documento, que até a publicação da matéria não foi localizado para falar sobre o assunto.

O Sinetram informou que não foi notificado pelos rodoviários, no entanto, explicou que geralmente o aviso é feito após a assembleia.

Paralisações

Apenas em 2017, o sindicato dos rodoviários realizou três paralisações consecutivas nos dias 4,5 e 6 deste mês que afetaram milhares de usuários do transporte coletivo. Em todas elas, os trabalhadores cobravam o pagamento de dissídio coletivo.

Na semana passada, o Sinetram comunicou a Justiça sobre o descumprimento de liminar expedida pela desembargadora do trabalho, Eleonora Saunier, que determinou que os sindicalistas sem abstivessem de desencadear movimentos paredistas.

“O Sinetram vai comunicar a justiça sobre o descumprimento da liminar expedida pela desembargadora do trabalho, Eleonora Saunier Gonçalves, que determinou que os sindicalistas se abstenham de desencadear movimentos paredistas, a partir do desta quinta-feira (5), sob a reivindicação de pagamento de direitos trabalhistas atrasados, sem a observância dos requisitos dispostos na Lei 7.783/89, ressalvado o direito de greve nos parâmetros legais, com o estabelecimento do patamar mínimo operacional de 70%, considerando tratar-se de serviço público essencial. Eles podem ser multados em R$ 50 mil por dia de paralisação”, disse na ocasião.