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‘Área possui potencial para novas descobertas’, diz executivo de empresa de petróleo e gás

Diretor-presidente da HRT O&G, Milton Franke está animado com a nova descoberta de gás em poço na Bacia do Solimões 20/03/2013 às 06:51
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Milton Franke está animado com novas descobertas de gás
carlos branco ---

A HRT está perfurando o seu 11º poço no prospecto de Cajazeiras, localizado no Bloco SOL-T-172, na Bacia do Solimões, no Amazonas. O trabalho começou no dia 17, com o objetivo de identificar a presença de hidrocarbonetos em reservatórios carboníferos da formação do Juruá, em profundidade estimada de 2.035 metros. O poço vem sendo perfurado pela sonda QG-VIII. Na entrevista a seguir, com perguntas enviadas por e-mail e respondidas por esse mesmo instrumento, Milton Franke, diretor-presidente da HRT O&G, dá maiores detalhes do novo empreendimento da HRT e fala também das perspectivas para efetivação exploração de gás e petróleo no Amazonas.

Qual o significado desse novo poço (HRT-11) para os negócios da HRT no Amazonas?

Trata-se de um poço importante pela sua posição geográfica, a nordeste da província de Urucu, produtor de óleo na Bacia do Solimões. Uma região já perfurada pela Petrobras no passado, sem descobertas e agora reavaliado pela HRT, com novos dados de sísmica.  Os novos dados indicam que a área possui potencial para novas descobertas.

Qual a relação desse novo poço com o Protocolo de Intenções firmado pela HRT com a Petrobras e a TNK-Brasil?

Não existe relação. O Protocolo de Intenções firmado pela HRT com a Petrobras e TNK visa o estudo de alternativas para a monetização do gás natural descoberto na área do Campo de Juruá, que se localiza nas proximidades da Cidade de Carauari.

Dos 11 poços já perfurados pela HRT na Bacia do Solimões, quantos deles se mostraram viáveis economicamente para petróleo e gás?

Nos primeiros dez poços perfurados, a empresa obteve sete descobertas de gás natural. Dois poços apresentaram bons indícios de óleo mas não foram produtores e apenas um poço redundou seco. Trata-se de um índice de sucesso elevado que pretendemos manter nas futuras perfurações.

Existe alguma possibilidade de algum dos poços vir a ser efetivamente explorado ainda este ano?

O aproveitamento dos poços produtores de óleo pode ser realizado em prazos bastante curtos, o que não é o caso dos poços produtores de gás natural. No caso do óleo, a retirada do produto do interior da floresta até o mercado pode ser realizado com o uso de balsas e os

demais equipamentos necessários são de fácil aquisição e montagem nas áreas próximas aos rios que banham a área de trabalho da HRT.

A HRT mudou e/ou pretende mudar sua estratégia de atuação no Amazonas?

Sim, a HRT ajustou a sua estratégia durante o ano de 2012. Após a perfuração dos primeiros poços, a HRT e sua parceira TNK verificaram que o desempenho da perfuração não era satisfatório, redundando em custos elevados da perfuração  e que sísmica também carecia de melhor qualidade. As sondas menos eficientes foram descontinuadas e os poços foram redesenhados, conduzindo a perfurações com custos menores. No caso da sísmica, os novos parâmetros de aquisição estão gerando dados de melhor qualidade o que esperamos nos conduza a novas descobertas de óleo e gás natural.