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Arthur e Vanessa usam tempo de TV para falar sobre agressão

Enquanto Vanessa diz ter sido vítima de uma agressão ao chegar em um debate eleitoral promovido por uma emissora de TV em Manaus, Arthur Virgílio aproveita seu tempo de TV para repudiar a tentativa de vincular seu nome ao fato 17/09/2012 às 10:22
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“O ato foi muito baixo, uma jogada primaria. Levar uma ovada e não ficar com a roupa suja?”, questionou Artur Neto
Ana Carolina Barbosa Manaus

O clima presente nas declarações públicas dos candidatos à Prefeitura de Manaus Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Arthur Virgílio (PSDB), após a agressão que a comunista afirma ter sofrido pouco antes do debate promovido no último dia 11, por uma emissora de TV local, tomou conta, na noite desta sexta-feira (14/09), da propaganda eleitoral gratuita de ambos na TV aberta.

Arthur, que afirmou pela manhã, em uma emissora de rádio local, ter desvendado a farsa montada pela equipe de marketing de Vanessa, usou parte do seu tempo na TV, veiculado antes da comunista, para repudiar a tentativa de relacionar seu nome e de seu vice na chapa, vereador Hissa Abrahão (PPS), ao episódio.

Arthur também se mostrou espantado com o que ele classificou como “uso eleitoreiro” da história e alfinetou Vanessa, ressaltando que se a agressão foi realmente forjada, a comunista foi uma agressora à ética e à lisura, utilizando-se da desfaçatez.

Ele exigiu a apuração dos fatos por parte das autoridades e a eventual retratação de órgãos de imprensa que noticiaram o episódio.

Vanessa, por sua vez, utilizou seu tempo para corroborar, por meio da apresentadora do seu programa eleitoral, que foi vítima de uma agressão. O vídeo da comunista mostrou imagens de um suspeito sendo detido na sede da emissora de TV, localizada no Aleixo, Zona Centro-Sul, seguido da afirmação de que o mesmo utilizou o nome falso de José Henrique Gonçalves Matos ao ser apresentado à polícia, mas que em seguida, durante depoimento, afirmou ser Arthur Macedo Vulcão, “funcionário da campanha” de Arthur Virgílio, de acordo com a senadora. O suspeito foi liberado pela polícia em seguida.

As imagens acompanhadas de narração apontaram o sobrinho de Arthur Virgílio, Charles Garcia, como cúmplice do suspeito, já que, segundo a comunista, ele ajudou Arthur Macedo Vulcão a deixar a emissora de TV após a agressão.

Assim como Arthur Virgílio, Vanessa pediu às autoridades policiais a elucidação do fato e a adoção das providências cabíveis e, em seguida, colocou no ar imagens de senadores declarando solidariedade a ela.

Entre eles estavam o líder do governo Dilma Rousseff (PT) no Senado, Eduardo Braga (PMDB), a recém-nomeada ministra da Cultura Martha Suplicy (PT), Alfredo Nascimento (PR) e Lídice da Mata (PSB), todos durante pronunciamento no último dia 12, na tribuna, finalizando com o senador Magno Malta (PR), presidente da Subcomissão de Combate à Pedofilia no Senado.

Malta afirmou que vem recebendo repetidas propostas de representantes de um candidato à Prefeitura de Manaus para denegrir a imagem da senadora na capital amazonense, de modo a “acabar com a campanha” da comunista. “O que preparavam para ela era muito pior”, disse o senador.

Entenda o caso

No último dia 11, durante a chegada de Vanessa Grazziotin a uma emissora de TV para participar do terceiro debate entre prefeituráveis, a comunista desceu do carro afirmando ter recebido algo no rosto. A primeira informação foi de que ela havia sido atingida por um ovo e, depois, por uma cusparada na face.

O caso teve repercussão nacional e nas mídias sociais. A equipe de Arthur, segundo ele declarou durante entrevista a um programa de rádio na capital amazonense, desvendou a farsa, alegando que se ela tivesse sido atingida por ovos, estaria com a roupa suja ao entrar na emissora. Já Vanessa, que registrou um Boletim de Ocorrência no 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirma que foi vítima de agressão e que há indícios do envolvimento de apoiadores de Arthur, o qual nega veementemente participação.