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Arthur representará contra Vanessa caso agressão a camelôs seja atribuída a ele

A assessoria jurídica do tucano Arthur Virgílio informou que representará contra Grazziotin caso ela insista em atribuir a ele agressão a camelôs 17/10/2012 às 17:50
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O vídeo divulgado na internet causa polêmica entre os eleitores
Ana Carolina Barbosa Manaus

A assessoria jurídica do candidato à Prefeitura de Manaus pela coligação ‘O futuro é agora’, Arthur Virgílio (PSDB), prometeu representar na Justiça Eleitoral contra Vanessa Grazziotin (PCdoB), candidata pela coligação ‘Melhor pra Manaus’, caso as cenas divulgadas hoje por internautas, sejam exibidas no horário eleitoral associando a imagem do tucano à agressão a camelôs. No vídeo, gravado a partir da encenação de atores, policiais agridem camelôs e destroem as bancas dos ambulantes.

Yuri Dantas Barroso, assessor jurídico de Arthur, explicou que, mesmo tendo conhecimento das cenas e informado, hoje, sobre a existência delas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), a coligação tucana não pode ingressar com qualquer ação na Justiça antes de irem ao ar, já que a legislação eleitoral proíbe a censura prévia.

Ele explicou, contudo, que a Justiça já determinou, a partir das representações de autoria da coligação de Arthur, a retirada de inserções e blocos do programa eleitoral da comunista do ar, antes do primeiro turno, os quais atribuíam a Arthur agressões voltadas a famílias de ambulantes e à mulher – a exemplo da propaganda com a petista Tamara Paduano, produzida pela equipe de Vanessa, no último mês, para falar sobre o episódio em que a comunista afirma ter sofrido agressão ao chegar em um debate na capital, semanas antes do primeiro turno das eleições.

De acordo com a assessoria de comunicação de Arthur Virgílio, as decisões favoráveis ao candidato, relacionadas à retirada do ar de vídeos que associavam a imagem do tucano a agressões a camelôs somam, pelo menos, três.

As imagens fazem referência à retirada de camelôs do Centro da cidade, na década de 90, quando Arthur era prefeito. A ação da polícia metropolitana, à época, foi considerada violenta pela categoria. Em nota, Vanessa Grazziotin assumiu a autoria das imagens, as quais ela classificou como uma reconstituição de um fato histórico.