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Artistas que trabalham na praça Tenreiro Aranha rejeitam transferência para área da matriz, no Centro de Manaus

A transferência dos mais de 40 boxes da praça para onde funcionava o extinto terminal da Matriz, foi anunciada na última quarta-feira, pelo Implurb, como parte do projeto da prefeitura de revitalização do Centro de Manaus 25/06/2012 às 08:10
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Terminal da Matriz será desativado e abrigará boxes com artesanato, inclusive de artistas da Tenreiro Aranha
jornal a crítica ---

Devido ao impasse gerado entre o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e os trabalhadores da feira de artesanato instalada na praça Tenreiro Aranha, no Centro, a presidente da Associação dos Artesãos do Estado do Amazonas, Marileide Araújo, disse que pretende recorrer ao secretário estadual de cultura Robério Braga para impedir a transferência dos mais de 40 boxes para onde funcionava o extinto terminal da Matriz. “A feira  é uma referência por estar aqui”, justificou Marileide.

A medida foi anunciada na última quarta-feira, pelo Implurb, como parte do projeto da prefeitura de revitalização do Centro de Manaus. “Se é para revitalizar, melhorar a área central, não entendemos por que vão deixar os camelôs amontoados aqui”, disse a artesã Maria Elizabete Flores.

De acordo com Marileide, nenhum artesão dos 48 boxes que estão na praça de artesanato foi comunicado oficialmente pelo órgão sobre a transferência deles para realocar cerca de 1,4 mil camelôs. “Só estamos sabendo dessa mudança pela imprensa. Não nos procuraram antes e nem depois de anunciarem essa medida”, disse.

A presidente da Associação esperava contar com o apoio da Fundação Municipal de Artes e Cultura (Manauscult) para que a transferência fosse reavaliada. Mas a Manauscult informou que o espaço é de responsabilidade do Implurb e que, por isso, os artesãos deveriam procurar o órgão. Porém, para Marileide os artesão são minoria diante dos camelôs, o que, segundo ela, é o motivo para procurar ‘alguém que tenha voz’. “Sabemos que não vai adiantar nós mesmos tentarmos reverter essa medida. Até porque se até agora não nos procuraram, é porque não estão se preocupando se estamos de acordo ou não com isso”, criticou.

Impasse
Outro impasse envolvendo os camelôs vem do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) que reafirmou, na última sexta-feira, aos representantes dos vendedores ambulantes de Manaus, o impedimento judicial para uso dos armazéns 20 e 23, que compõem o Porto Organizado de Manaus, para qualquer outra atividade que não seja portuária. A afirmação respondeu aos questionamentos de líderes da categoria sobre a possibilidade de implantação de um shopping popular no local, após informações veiculadas na imprensa

MPF afirma que porto não é área para camelô
A acomodação de camelôs é um problema para a administração municipal. Mas, de acordo com o procurador da República Thales Cardoso, não há qualquer possibilidade de o MPF concordar com o uso da área portuária para outras finalidades, pois o local é tombado como patrimônio histórico nacional.