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Artistas questionam decisão de prefeito em fundir cultura e turismo no Amazonas

“A palavra promoção nos leva a pensar somente em eventos, e cultura não é só isso”, diverge a produtora cultural Eliza Maia 31/12/2012 às 11:29
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Depois de discutir a fusão das secretarias em uma reunião do grupo Coletivo Difusão, os artistas levaram suas preocupações à nova secretária do setor, Inês Daou
Nelson Brilhante ---

A decisão do prefeito eleito Arthur Neto em fundir as pastas de Cultura e de Turismo, criando a Agência Municipal de Promoção Cultural e Turismo, causou inquietação em vários segmentos da cultura local.

O movimento Coletivo Difusão reagiu imediatamente, e no sábado à tarde, uma reunião com vários artistas serviu como ponto de partida para questionar o assunto diretamente com a secretária Inês Daou, indicada para a pasta.

Até então o Turismo vem sendo assunto da Fundação Manaustur, dirigida pelo vereador Arlindo Júnior. Já a pasta da Cultura, dirigida pela cantora Lívia Mendes, atende pela sigla Manauscult.

“Queremos entender como os dois poderão ser transversais e saber também se, com o nome de agência vai poder entrar no orçamento do Município com o mesmo peso de uma secretaria”, preocupa-se Thiago Hermídeo, membro do Coletivo Difusão.

ASSUNTOS COMPLEXOS

A cantora e produtora cultural Eliza Maia entende que Cultura e Turismo são dois assuntos muito complexos e que o primeiro, dividindo espaço com Turismo vai perder muita força.

“Manaus é uma cidade que está avançando no diálogo em torno das políticas públicas. Acabamos de aderir ao Sistema Nacional de Cultura, que precisa de mecanismos legais para funcionar, receber verbas”, declarou a cantora.

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