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Artur fala sobre as primeiras medidas a serem adotadas após tomar posse como prefeito

Entre as medidas está a manutenção do coordenador do Programa Bolsa Universidade, nomeado durante a gestão de Amazonino Mendes. Nos próximos dias Artur irá repousar e fará um checape antes de assumir a prefeitura 31/10/2012 às 20:54
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Artur Virgílio
Ana Carolina Barbosa Manaus

Rony Siqueira (coordenador do Programa Municipal Bolsa Universidade) será mantido no cargo na gestão do prefeito eleito de Manaus Artur Virgílio (PSDB), que três dias após o pleito que o ‘promoveu’ ao cargo de chefe do Executivo, começa a apresentar suas primeiras decisões.

De acordo com ele, a manutenção leva em consideração que o Programa Bolsa Idiomas será agregado ao Bolsa Universidade e terá a mesma filosofia e, como Rony já conhece a logística, poderá contribuir mais do que um eventual novato.

Sobre o secretariado, a única definição é a de Hissa Abrahão (PPS), vice do tucano, que ainda não tem secretaria definida. Artur não descartou a convocação de Serafim Corrêa (PSB) para compor seu secretariado, demonstrando otimismo ao falar do socialista. Ele ressaltou que o secretariado será técnico, mas uma exceção será aberta no caso da Casa Civil.

Em entrevista ao acritica.com, o prefeito eleito ressaltou que lançará, após sua posse, um ‘pacote de austeridade’, que virá acompanhado de um anteprojeto de reforma administrativa elaborado por um instituto a ser escolhido, mas com características similares às da Fundação Getúlio Vargas. Enxugar a máquina e cobrar de cada secretário o bom uso do dinheiro público serão prioridades.

Virgílio destacou que, a primeira medida a ser adotada após tomar posse, será convocar o secretariado para “falar como eu gosto de trabalhar. Vou falar com cada um individualmente e cobrar pontualidade deles”. O tucano também exigirá a presença do primeiro escalão nas ruas, para manter um contato mais próximo com a população.

Postura

Questionado sobre comentário da deputada federal Rebecca Garcia (PP), que se mostrou interessada em se tornar uma interlocutora do futuro prefeito junto à Presidência da República, Artur disse que ela será de bem vinda e de grande “valia” por ser uma pessoa estimada no Congresso. Ele também citou o nome de Henrique Oliveira (PR) para o papel, já que recebeu o apoio do republicano no segundo turno das eleições.

Sobre a atitude amistosa do governador Omar Aziz (PSD) durante encontro com ele, na última segunda-feira, o prefeito eleito disse que já esperava essa postura do chefe do executivo e ressaltou que, entre as decisões tomadas em conjunto com o governador, está a criação de um órgão voltado à Copa do Mundo, que trabalhará em parceria com a Unidade Gestora da Copa (UGP-Copa), a qual tem como coordenador Miguel Capobiango.

Sobre a presidente Dilma Rousseff (PT), Artur afirmou acreditar que ela se abrirá ao diálogo, “sem problemas”, e que acha que não será necessário usar a oposição no Congresso para pressionar a presidente a liberar recursos para a capital.

“Meu encontro com Dilma virá acompanhado de grande simbolismo, pois ela estará recebendo alguém que foi líder da oposição durante oito anos seguidos (época em que Lula foi presidente e Dilma, durante alguns anos, ministra)”.

Comentando um dos principais problemas de Manaus, a falta de abastecimento de água em vários bairros da cidade, Artur garantiu que, entre as medidas a serem adotadas nos cem primeiros dias de mandato, estará a determinação para que a concessionária Águas do Amazonas apresente uma solução para tal. Caso contrário, não hesitará em quebrar o contrato.

Artur também comentou sobre a eleição e a postura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva durante visita a Manaus, na qual disse, em comício da adversária do tucano, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que Artur não gostava de pobre, ressaltando que esteve ao lado do ex-presidente quando ele foi julgado por um Tribunal Militar em Manaus, “e naquela época, ele era bem pobre. Então, não pode afirmar que eu não gosto de pobre”, completou o tucano.

Infraestrutura

Artur destacou, ainda, que já há um engenheiro estudando os problemas da cidade e que pequenas intervenções – como o sistema binário – serão adotadas já nos primeiros dias para dar fluidez ao trânsito da cidade.

O prefeito eleito aproveitou para citar o quão proveitoso foi seu encontro com o prefeito Amazonino Mendes, nesta terça (30), e afirmou que a prefeitura, segundo o atual gestor, passará para as mãos dele com pouco endividamento e dinheiro no caixa. Sobre a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM), para a próxima legislatura, ele preferiu não expor suas preferências, comentando apenas que, além dos  quatro membros do PSDB, há nomes de outras legendas que também foram fiéis e merecem credibilidade.

Veja o vídeo da entrevista exclusiva com Artur Neto