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Artur Neto enfrenta desafios em obras inacabadas deixadas por ex-prefeitos de Manaus

O novo prefeito da cidade terá bons motivos para concluir algumas obras e provavelmente muita dor de cabeça em outras 07/01/2013 às 09:12
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Obra do Mercado Municipal Adolpho Lisboa se arrasta há mais de seis anos
kleiton renzo ---

O primeiro ano do governo tucano de Artur Neto (PSDB) à frente da prefeitura de Manaus será para dividir a herança deixada por pelo menos três ex-prefeitos: Alfredo Nascimento (PR), Serafim Corrêa (PSB) e Amazonino Mendes (PDT), entre o que fará, o que deixará para os próximos três anos e o que protelará ao futuro gestor da cidade.

Desta segunda-feira (07), até quarta-feira o tucano estará às voltas com os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para discutir a reforma administrativa no secretariado e a revogação do projeto de lei que aumentou seu salário em 21,5% (leia mais na página A3). Na esteira dessas discussões, continua empacado com os parlamentares o projeto do “Plano Diretor de Manaus”.

Entram nessa lista dos empacados os projetos de lei aprovados na CMM há quase dois anos que criaram a “Taxa do Lixo” (uma taxa de R$ 10 até R$ 90 reais, sobre a quantidade de lixo produzida pela família) o “Zona Azul” (a cobrança de R$ 2 por hora de estacionamento em ruas do Centro por uma empresa privada), e a regulamentação dos mototaxistas. Todos continuam engavetados na sede da prefeitura e prometem novas dores de cabeça ao tucano.

Na esfera de obras, o ex-prefeito Amazonino Mendes deixa para Artur Neto a obrigação de terminar a reforma do Mercado Municipal Adolpho Lisboa orçada em R$ 11 milhões. A obra, iniciada em 2007 na gestão do ex-prefeito, e hoje aliado de Artur, Serafim Corrêa (PSDB), está parada. No discurso de posse, o tucano prometeu a quarta data de inauguração da obra, dessa vez para 24 de outubro, no aniversário de Manaus.

Com orçamento de R$ 29 milhões, outra preocupação do tucano nos próximos meses é descobrir o que está errado na obra da primeira fase da Praia da Ponta Negra. A praia provisória está interditada pela segunda vez, e desde que foi aberta à população 16 mortes por afogamento ocorreram no local. A segunda fase da obra está parada por conta do problema na primeira etapa.

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