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Artur Neto 'namora' parceria com deputado federal Henrique Oliveira

Ex-senador diz que dobradinha dele com deputado federal do PR formaria chapa competitiva para Prefeitura de Manaus 09/06/2012 às 10:22
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Ex-senador Artur Virgílio Neto
LÚCIO PINHEIRO ---

Prestes a oficializar sua candidatura a prefeito de Manaus, o ex-senador Artur Neto (PSDB) afirmou que, ao lado do deputado federal Henrique Oliveira (PR), formaria uma chapa forte e competitiva. “Do ponto de vista eleitoral, uma chapa Artur-Henrique seria, sim, bastante forte e competitiva”, disse Artur. Na quinta-feira, os dois pré-candidatos se reuniram em Brasília. O encontro durou uma hora, e a pauta foi as eleições deste ano em Manaus. O deputado federal alegou, ontem, que o encontro em Brasília foi casual. Mas, ao falar do ex-senador, não poupou elogios.

 E nem descartou, dependendo das circunstâncias, abrir mão da candidatura a prefeito em nome de uma eventual dobradinha PSDB-PR, com Artur como candidato majoritário. “O Artur sendo majoritário e eu vendo que ele tem mais densidade eleitoral que eu, posso abrir mão. Tem essa possibilidade”, afirmou Henrique. Segundo o deputado federal, o que o mantém firme na decisão de se candidatar a prefeito de Manaus é o bom desempenho que o nome dele teria em pesquisas internas do PR. Somente uma mudança nesse quadro o faria mudar os planos. Justamente por aguardar esses desdobramentos, Henrique disse que o partido deve empurrar para o dia 30 deste mês a data de sua convenção. É o mesmo dia do evento do PSDB de Artur.

Por enquanto, Henrique Oliveira diz que procura um nome para vice. De preferência que tenha tempo de televisão e compartilhe dos mesmos projetos que ele tem para Manaus. “Fico lisonjeado com a avaliação do Artur. Mas, hoje, sou candidato a prefeito e procuro um vice. Se ele também for candidato a prefeito, logo, minha pretensão de procurar um vice até passa pelo PSDB, mas não pelo Artur, que não pode ser um vice”, comentou o deputado federal. Para o deputado federal, fora ele, no atual cenário, o nome do ex-senador é o único que encarna, de fato, uma candidatura de oposição. “A Rebecca (Garcia, deputada federal pelo PP), que provavelmente é a candidata do governador Omar (Aziz, do PSD), é uma candidatura de situação. Um candidato do Braga (senador Eduardo Braga, PMDB) é uma candidatura da situação federal. Então, o Artur incorpora bem esse papel (de oposição)”, avaliou Henrique.

 A convenção do PSDB está marcada para o dia 30. Mas, segundo Artur Neto, no próximo dia 15 ou 20, os tucanos decidirão se terão, de fato, um candidato a prefeito. “Brevemente o PSDB anunciará sua decisão. O ideal é que seja no dia 15. Talvez não dê e fique para o dia 20. Temos fortes razões para isso. Afinal, nossa convenção será apenas no dia 30”, disse Artur.

Tucanos afinam os discursos

 O PSDB vem mudando o tom da conversa com relação às eleições deste ano. E o faz pela voz da maior liderança tucana no Estado: Artur Neto. O ex-senador agora admite “avaliar a hipótese de disputar a Prefeitura de Manaus”. Nomes próximos a ele, diz que o anúncio será feito no próximo dia 15. Artur já disse a A CRÍTICA que é “cada vez maior o contingente de pessoas que considera que quem pode dar o choque de ordem que Manaus precisa é quem já fez isso”. O ex-senador foi prefeito de Manaus de 1989 a 1993. Na propaganda partidária do PSDB, no ar desde a quinta-feira passada, o espaço é do ex-senador. Nela, uma promessa em forma de slogan: “o futuro será vitorioso”.

Aliança ocorreu em São Paulo

 A união do PR ao PSDB já é realidade em São Paulo. No último dia 4, o presidente do Partido da República, senador Alfredo Nascimento, participou do evento onde foi oficializado o apoio da sigla a candidatura de José Serra a prefeito. Segundo Alfredo Nascimento, as condições em São Paulo eram favoráveis ao apoio do PR aos tucanos. Já em Manaus, os desdobramentos seriam outros. “Vamos conversar com todos aqui. Agora a nossa ligação com o PSDB aqui nada tem a ver com a de São Paulo. Lá, a condição era melhor”, disse o senador.

 Alfredo Nascimento diz que, apesar da densidade eleitoral de Henrique Oliveira, a sigla precisa de uma aliança forte. “Ninguém ganha eleição majoritária sozinha. Isso não quer dizer que buscar aliança retire a possibilidade de sair sozinho. Mas tem que se fortalecer já no primeiro turno. Ninguém ganha eleição majoritária sozinho. Se ficar sozinho perde. Acontece o que aconteceu comigo. Fiquei com o pincel na mão, tiraram a escada e eu caí”, disse Alfredo, lembrando a eleição de 2010.