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Árvores do Amazonas estão infestadas de ervas de passarinho

Várias espécies identificadas em áreas como o Centro e a Cachoeirinha, na Zona Sul, estão sendo prejudicadas 27/03/2012 às 14:44
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Mangueiras da avenida Castelo Branco, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul, onde a Semmas identificou a ação da erva
Ana Celia Ossame ---

Mais de 60 espécies de mangueiras, castanholeiras e apuizeiros plantadas no Centro da cidade, Zona Centro-Sul, e no canteiro central das avenidas Castelo Branco e Carvalho Leal, na Cachoeirinha, Zona Sul, estão infestadas pela erva passarinho, planta parasita capaz de matar as árvores. Essa infestação vem prejudicando árvores nas avenidas Castelo Branco e Carvalho Leal. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) já identificou 49 espécies arbóreas infestadas pela Struthantus flexicaulis na área do Centro, Zona Centro-Sul, onde as espécies são mais antigas, e no máximo em 45 dias promete começar a agir para retirada das parasitas.

Na Cachoeirinha, mais de dez mangueiras estão com o problema. Plantadas há mais de três décadas, as espécies situadas nas ruas e avenidas Constantino Nery, Praça da Saudade, Luiz Antony, Eduardo Ribeiro, Ferreira Pena, Boulevard Senador Álvaro Maia, 10 de Julho, Costa Azevedo e 24 de Maio estão bastante afetadas pela erva, que tem preferência por plantas frutíferas, explica o engenheiro agrônomo Heitor Liberato, diretor de Arborização, Paisagismo e Educação Ambiental da Semmas.

No bairro da Cachoeirinha, moradores como o empresário Abelardo Souza pedem providências a respeito das várias mangueiras, algumas com mais de 20 anos de existência, afetadas pela erva de passarinho. Em e-mail encaminhado à reportagem, ele diz que “algumas mangueiras das ruas Carvalho Leal e Castelo Branco morrerão se nenhuma providência for tomada para retirar as ervas de passarinho”. Na verdade, tanto naquela via quanto na Carvalho Leal, a reportagem constatou a morte de mangueiras infestadas pela erva de passarinho. Para Abelardo, que acompanhou o crescimento da maioria dessas frutíferas, cuja espécie mais nova deve ter dez anos, vê-las perecer dessa forma “é uma tristeza”.

SEMMAS

Heitor Liberato informa que uma equipe composta por engenheiros agrônomos iniciou o diagnóstico no último dia 24 de fevereiro e agora, a Semmas vai iniciar os procedimentos para a contratação de uma empresa especializada que possa fazer a retirada das ervas de passarinho, sem prejuízo às mangueiras (Mangifera indica), Apui (Parkia pendula) e Castanholeira (Terminalia catappa). Segundo ele, é um trabalho minucioso, que contará com equipamentos especiais indisponíveis atualmente no serviço público, por isso em Manaus será feito de forma inédita. “Será a primeira vez que a prefeitura vai atuar com equipamentos adequados para esse trabalho que se iniciará no Centro e depois irá para a Cachoeiriinha”, disse o diretor.

O morador Jorge Alves dos Santos, da avenida Carvalho Leal, observa que muitas mangueiras não dão frutos há alguns anos por conta do parasita que domina completamente a árvore, deixando-a “sem respirar”. Sem deixar de destacar a beleza da avenida, cheia de árvores, algumas bem frondosas, Jorge, que é comerciante, já comeu muita manga dessas árvores. Mas, como afirma, quem gosta mesmo delas são os meninos e os passarinhos. Por isso, é bom e urgente o poder público cuidar delas.