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Manaus
Mulheres vítimas

As mulheres são as vítimas preferidas dos assaltantes

Ocorrências registradas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas em 2012 já superam as de 2011 02/07/2012 às 07:23
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A publicitária Gisele Almeida, 30, foi buscar no Muay-tai, boxe comum na Tailândia, uma forma de defesa pessoal
Ana Celia Ossame Manaus

Evitar ir às compras sozinha; preferir pagar as contas com cheque ou cartão ao invés de retirar dinheiro do banco e guardá-lo em local discreto, não contando-o em público; certificar-se de que não está sendo seguida e manter a bolsa ou pasta à sua frente, são dicas que fazem a diferença para as mulheres que, cada vez mais, são alvos de roubos e furtos. O aumento no índice desse tipo de crime, considerado “anormal” pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), está indicado nos números. Durante todo o ano de 2011, 5.853 foram vítimas de roubo, que caracteriza-se pelo uso de violência e 5.521 de furto. Os índices já foram já superados neste primeiro semestre de 2012, quando 6.030 já foram vítimas de roubo e 4.676 de furto.

A experiência traumática, que se repete em outras capitais brasileiras, foi vivida pela aposentada Maria Lúcia Ferreira Botelho, 71, que foi sequestrada, torturada e roubada após sair de um caixa eletrônico, por volta das 13h30, no dia 25 de maio.

Os assaltantes Philipe Pinheiro Brasil, e Pedro Paulo Brasil dos Santos, 19, presos dois dias após o crime após terem sido identificados pelo carro no qual realizaram a ação, estavam armados e agiram com violência contra a aposentada, que além de ter sido roubada, foi jogada em um abismo na avenida do Turismo, Zona Oeste da cidade.

Casos como o dela vêm se tornando frequentes, o que deve levar as pessoas a mudarem alguns comportamentos, conforme explica o tenente-coronel Gilberto Gouvêa, responsável pelo Policiamento Metropolitano de Manaus. Ao anunciar atenção especial da área de segurança para os locais onde acontecem mais roubos e furtos, geralmente próximo a agências bancárias, o coronel alerta para os imprevistos e para a importância de cuidados básicos.

Prevenção pessoal

 Para tentar reduzir essas ocorrências, a SSP promete reforço no policiamento, mas reconhece a importância da prevenção pessoal para inibir a ação dos criminosos. O tenente-coronel Gouvea reconhece que o número de casos está “anormal” e por conta disso considera tanto as medidas da SSP, quanto as de iniciativa das pessoas, que podem reduzir as ocorrências a “níveis aceitáveis”.


A realização de operações e ampliação das câmeras de segurança são algumas das medidas que visam inibir os assaltos, mas entre as recomendações às pessoas em geral e em especial às mulheres, é evitar frequentar locais pouco iluminados. Quando isso não for possível, procurar estar em grupo, pois isso dificulta a iniciativa dos assaltantes. Outro ponto importante é a atenção quando chegar e sair de casa, dois momentos nos quais a pessoa fica bastante vulnerável. “Se for possível, quando estiver chegando de carro, pedir para alguém observar como está o movimento e, antes de sair de casa, observar o movimento fora ou aguardar no portão para ter certeza de que não há alguém próximo”, argumenta ele, que pede a mesma atenção quando for a caixas eletrônicos.

Em busca de defesa pessoal

A preocupação com a violência levou a publicitária Gisele Almeida, 30, a buscar uma forma de defesa pessoal. Para isso ela escolheu o Muay-thai, o boxe que é o esporte nacional da Tailândia. Diferente da luta americana, o Muay-tai exige o uso do punho, cotovelo, joelho e canela. “É bem completo”, disse.

Foi amor à primeira vista segundo ela. Como a prática exige muita movimentação, ela já perdeu quatro quilos em seis meses, praticando o esporte três vezes na semana. “Acho que é uma boa alternativa, pois me sinto mais disposta e segura, pois no Muay-tai aprendemos a fazer defesa pessoal”, explicou ela, que se preocupa com a possibilidade de ser abordada numa situação de violência e com o que está aprendendo na academia acredita que terá melhor condição de se proteger, sem colocar sua vida em risco.

Saiba mais

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