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Manaus
MOTIVO BANAL

Assaltante diz que matou irmão por refrigerante e é condenado a mais de 19 anos

Réu Deivison Andrade Pinheiro, o “Truta”, confessou o crime e disse que se desentendeu por causa do filho 21/11/2017 às 19:48
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De acordo com o Ministério Público do Estado, o réu também tentou atirar em um policial militar, mas a arma falhou. Foto: Márcio Silva
Joana Queiroz Manaus (AM)

O assaltante de banco Deivison Andrade Pinheiro, o “Truta”, foi condenado nesta terça-feira (21) a 19 anos e oito meses de prisão em regime fechado por ter matado com dois tiros o próprio irmão, Alex de Andrade Pinheiro, por causa de uma garrafinha de Coca-Cola gelada, e ainda tentou matar policial militar Rafael Carvalho Valença, que foi ao local do crime atender a ocorrência.

De acordo com denúncia do Ministério Público, o crime foi classificado como homicídio qualificado por motivo fútil. “Vamos calcular o valor que tem uma vida. Este cidadão matou o próprio irmão por causa de uma Coca-Cola”, disse o promotor Edinaldo Medeiros.

O julgamento de Truta aconteceu no fórum Henoch Reis e foi presidido pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Anésio Pinheiro. O réu confessou o crime e disse que se desentendeu com o irmão porque o mesmo tinha chamado a atenção do seu filho, na época com 12 anos, porque este havia tomado a Coca-Cola da vítima sem autorização.

O crime ocorreu na casa da vítima, na avenida São Marcos, bairro Novo Israel, na Zona Norte, no dia 2 de fevereiro de 2015, durante uma discussão. Alex foi baleado na perna  e no peito.

Truta foi preso por policiais militares da 6ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), após patrulhamento de rotina.  De acordo com os policiais, ao chegar ao local do crime, encontraram Deivison caminhando. Quando foi abordado, ele atirou contra um dos policiais, mas a arma falhou.

Ficha extensa

Conforme a irmã, Eliane Andrade, 42, Deivison tinha passado a noite na rua consumindo drogas e quando chegou em casa começou a discutir com o irmão e o matou. Para a polícia, Truta é considerado de alta periculosidade com várias passagens pela polícia.

Durante o julgamento, o promotor exibiu a ficha criminal de Truta para os jurados.  Além do homicídio do irmão e da tentativa  contra o policial militar, o criminoso responde a quatro processos nas varas criminais.

O mesmo responde processo por ter assaltado a concessionária Porto Nissan, na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul, de onde levaram R$ 4 mil em dinheiro, joias e celulares.

Ele e mais dois assaltantes também são acusados de terem assaltado a agência do Bradesco do bairro Educandos, Zona Sul, a loja de informática PCI, no DB da Cidade Nova, a loja Mirai da rua Guilherme Moreira, no Centro, além de várias drogarias em diversos pontos da cidade.