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Manaus
POLÍTICA

Assassinato de advogado em casa de show de Manaus é debatido na Câmara Municipal

Vereadores lamentaram o ocorrido e discutiram maneiras de como a CMM poderia legislar para evitar situações similares 27/11/2017 às 12:23 - Atualizado em 27/11/2017 às 16:12
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Foto: Arquivo A Crítica
Camila Pereira Manaus (AM)

O assassinato do advogado Wilson Justo dentro da casa de show Porão do Alemão, ocorrida neste final de semana na capital, foi debatido nesta segunda-feira (27) por parlamentares na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Vereadores lamentaram o ocorrido e discutiram maneiras de como a CMM poderia legislar para evitar situações similares. Na ocasião, um delegado da Polícia Civil efetuou disparos contra o advogado dentro do estabelecimento.

A vereadora Joana D’arc (PR) protocolou, ontem, um Projeto de Lei que obriga a assinatura de um Termo de Identificação e Responsabilidade por Porte de Arma de Fogo e impede a venda de bebidas alcoólicas a clientes portadores de arma de fogo em casas noturnas da cidade. O projeto não se restringe a policiais. 

“Já existe uma lei federal que diz que quem tem porte de arma não poderia consumir bebidas alcoólicas e (isso) não é cumprido. Mas para os estabelecimentos não havia um respaldo. O projeto responsabiliza o cliente e os estabelecimentos. Tem locais que cumprem, mas têm outros que não. É preciso dar mais segurança para a população que está no momento de entretenimento”, explicou a vereadora Joana D’arc.

Para o vereador Chico Preto (PMN), é preciso discutir se uma lei municipal pode contribuir de forma eficiente. “Nas leis sempre existem as brechas. É preciso discutir a efetividade. As pessoas perguntam hoje o que a Câmara pode fazer. Apresentei um projeto e defenderei que discutamos aquilo que podemos fazer para contribuir. Entendemos que a casa se move por questões da sociedade. Se podemos fazer uma lei que visa minorar, que façamos”, afirmou. 

O presidente da CMM, Wilker Barreto (PHS), disse que é preciso olhar com cautela sobre a questão de desarmamento de policiais. “Não enxergo a capacidade de legislar sobre o desarmamento da força policial. Isso é muito mais amplo que um fato isolado. Temos que nos ater a aspectos legais”, explicou.

Advogado assassinado

O advogado Wilson Justo foi assassinado na madrugada do último sábado (25) após ser alvejado com quatro tiros disparados pelo delegado Gustavo Sotero durante uma briga dentro da casa de show Porão do Alemão, na Zona Oeste de Manaus. Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo a esposa do advogado. O delegado Gustavo Sotero foi preso em flagrante.