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Audiência debaterá falta de médicos em municípios do interior do Brasil

No caso do Amazonas, a situação é pior do que outras regiões do País, já que no Norte a proporção é de um médico para cada três mil habitantes, enquanto que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de um médico para cada mil habitantes 24/04/2012 às 09:50
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Fila de espera no Hospital e Pronto Socorro
acritica.com Manaus

Vai estar em pauta nesta terça-feira (24/4) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado as medidas necessárias para resolver o problema da falta de médicos no interior do Brasil. No caso do Amazonas, a situação é pior do que outras regiões do País, já que no Norte a proporção é de um médico para cada três mil habitantes. O recomendado pela Organização Mundial de Saúde é um médico para cada mil pessoas.

 A audiência pública é uma solicitação da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e vai contar com representantes do Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina, Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, Conselho Nacional de Saúde,  União Nacional dos Estudantes, Associação Médica Brasileira, Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.

De acordo com a senadora é urgente o debate aprofundado sobre este assunto. “Precisamos juntos - governo, legislativo, estudantes, entidades profissionais envolvidos no tema e sociedade em geral - pensarmos uma solução para o problema. Existem municípios amazonenses, por exemplo, que contam apenas com um médico a cada quinzena”, justificou a senadora.

Vanessa é autora de projeto que tramita no Senado e dispõe sobre a revalidação e o reconhecimento simplificado de diplomas de cursos de graduação em medicina expedidos por instituições estrangeiras de ensino superior. “Atrelamos este reconhecimento ao exercício profissional desses médicos, obedecendo a critérios, condições e regiões definidas pelo poder público. O médico deverá ir para onde tenha necessidade”, explica a senadora.

A senadora lembra ainda que matéria, recentemente publicada no Jornal O Globo, revela que o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), lançado pelo Governo Federal no final do ano passado, com o objetivo de incentivar a ida de médicos recém-formados para o interior do país, tem tido baixa adesão. Mil duzentos e vinte e oito municípios pediram ajuda ao Ministério da Saúde para atrair os recém-formados. Mas, das 7.193 vagas oferecidas, só 20% foram preenchidas, isto é, apenas 1.460 médicos demonstraram interesse, e somente 460 começaram, efetivamente, a trabalhar.