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Manaus
INVESTIGAÇÕES

Avião do Greenpeace que caiu no Rio Negro é transportado a Manaus para ser periciado

A Aeronáutica não tem prazo para concluir investigações sobre o acidente aéreo. Cinco pessoas estavam a bordo e uma morreu, a sueca Carolina Josefina 19/10/2017 às 14:50 - Atualizado em 19/10/2017 às 15:01
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O acidente aconteceu na tarde dessa terça-feira (Foto: Divulgação)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O avião do Greenpeace Brasil que caiu na tarde dessa terça-feira (17), no Rio Negro, no Parque Nacional de Anavilhanas, foi retirado do local e transportado para Manaus. Durante o acidente, a sueca e integrante da ONG, Carolina Josefina Nyberg Steiser, de 29 anos, morreu ao ficar presa no cinto de segurança e não conseguir sair da aeronave.

Por meio de nota, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que a aeronave foi transportada na tarde dessa quarta (18) por meio de balsa para Manaus. O órgão também relatou que os investigadores do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 7) estão realizando as primeiras investigações envolvendo a aeronave modelo Cessna Caravan matrícula PR-MPE.

Segundo o Cenipa, a ação inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, ouvir relatos de testemunhas e reunir documentos.


A sueca Carolina Josefina (​Foto: Reprodução/Facebook)

O Cenipa relatou ainda que a investigação sobre o acidente não trabalha com prazos, ou seja, não tem prazo para terminar. “O processo segue ao tempo para o benefício da prevenção e é proporcional à complexidade do acidente e da necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes garante a liberdade de tempo para a investigação”. O Cenipa completou que qualquer investigação conduzida pela instituição terá o menor prazo possível dependendo sempre da complexidade do acidente.

Conforme consulta no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronavegabilidade do avião era considerada “normal”. O  transporte também tinha peso máximo para decolagem de 3.792kg , com capacidade para 8 passageiros. 

Estado de saúde

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Greenpeace Brasil informou que as outras quatro pessoas - todos brasileiros - que estavam a bordo, incluindo o piloto, sobreviveram, tiveram ferimentos leves e passam bem.

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