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Manaus
AÇÃO EMERGENCIAL

Bairros da Zona Leste não têm prazo para receber operação 'tapa-buracos'

Há mais de um ano, os moradores da rua Rio Ajari, localizado no bairro Armando Mendes se unem para tentar amenizar a precária situação da via 18/05/2017 às 05:00
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Luiz usa entulho de construção para tapar buracos na rua H, no Armando M. Foto: Evandro Seixas
Álik Menezes Manaus

Enquanto a frente de obras de tapa-buracos lançada pela Prefeitura de Manaus percorre vias da Zona Norte, quem mora em bairros da Zona Leste segue tendo que conviver com os transtornos e prejuízos provocados pela “buraqueira” nas ruas, que não têm prazo para receber as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

Há mais de um ano, os moradores da rua Rio Ajari, localizado no bairro Armando Mendes, Zona Leste, se unem para tentar amenizar a precária situação da via, chegando, inclusive, a tapar os buracos com entulho de construção. “A gente junta cascalho de obras e joga nos buracos para tentar melhorar essa situação”, contou o vigilante Luiz Francisco Souza, 61.

O vigilante afirmou, ainda, que não sabe o que é pior: conviver com os buracos enquanto a frente de obras não chega à rua ou fechar buracos com o entulho, que também pode provocar danos aos veículos. Ele ainda reclamou da qualidade do asfalto usado nas obras da prefeitura. “O asfalto e o serviço não são de boa qualidade, porque não pode chover que os buracos se abrem de novo. Então a gente até se questiona qual é o melhor para nossa rua: o asfalto ou o cascalho”, ironizou.

Não muito diferente da situação dos moradores do Armando Mendes, a população do bairro Grande Vitória, também  na Zona Leste, sofrem com o abandono das ruas há mais de um ano. Na rua Barreirinha, uma das principais do bairro, a situação é lamentável. “Só não está pior porque a gente joga resto de entulho, senão isso estaria enorme”, contou o aposentado Carlos Alberto Castro, 66. O aposentado contou que perdeu as contas de quanto gastou com a manutenção do carro dele por conta da buraqueira nas ruas do bairro. “Amortecedor é o principal, toda semana preciso ir na oficina com algum tipo de problema diferente. Não tem mais condições, estou vivendo para pagar manutenção de carro”, disse.

Na rua Lábrea, o cenário não é diferente das outras ruas do bairro. O segurança Kássio Ribeiro, 39, contou que há mais de um ano a rua não recebe serviços de manutenção e os buracos vão aumentando cada vez mais. “Tem mais gente isso não. A população liga, reclama, mas não adianta”, lamentou.

Sem prazo
Apesar das constantes reclamações, a solução para o problema dos moradores dos bairros Armando Mendes e  Grande Vitória ainda deve demorar a chegar. A Seminf informou que não há data específica para obras nos bairros. O subsecretário Antônio Peixoto   reconhece o clamor da população de outros bairros, mas disse que irá atender o cronograma de acordo com a necessidade e aproveitando o máximo do próximo verão.

Qualidade de asfalto questionada
Moradores de bairros onde a prefeitura começou a operação de tapa-buracos criticam a qualidade do serviço e o classificam apenas como ‘paleativo’. O industriário Marcos Gesta, 40, morador da rua 225, do núcleo 21 da Cidade Nova, Zona Norte, disse que tem certeza que, na próxima semana, os buracos irão “ressurgir”. “Esse serviço? Não vai adiantar de nada, eles acham que nós somos bestas. Na primeira chuva isso tudo vai embora. Eles tinham que retirar todo o asfalto e recapear de novo”, disse.

Na rua 237, os moradores também criticaram o serviço. “Eles só jogam uma camada fina de esfalto”, disse Nelson Palma, 48.